quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Novo ministro do Esporte recebeu doações de patrocinadores da CBF

De acordo com a prestação de contas da última campanha, três de dez empresas ligadas à Confederação doaram dinheiro ao deputado, além de empreiteiras envolvidas na construição de estádios da Copa.

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PC do B-SP), recebeu doações de campanha de empresas patrocinadoras da Confederação Brasileira de Futebol. Ele foi o presidente da CPI da CBF/Nike, mas nos últimos anos se aproximou de Ricardo Teixeira sendo um de seus interlocutores no Congresso. As declarações de bens do deputado mostram que ele teria perdido quase a metade do seu patrimônio entre 2006 e 2010.

Segundo as informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a prestação de contas de Aldo nas eleições do ano passado mostra que ele recebeu doações de três dos dez patrocinadores da CBF. O deputado comunista recebeu R$ 50 mil do banco Itau Unibanco, R$ 25 mil da Fratelli Vita Bebidas, que pertence à Ambev e R$ 80 mil da Companhia Brasileira de Distribuição, que controla o Grupo Pão de Açúcar.

O deputado recebeu ainda dinheiro de empreiteiras envolvidas na construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014. No ano passado, a Mendes Júnior doou R$ 100 mil a Aldo. A construtora participa das obras em Cuiabá. Em 2006, o deputado comunista recebeu R$ 40 mil de uma empresa do grupo Odebrecht, que está a frente de obras em quatro dos doze estádios do evento. Ele recebeu ainda R$ 200 mil em 2010 e outros R$ 250 mil em 2006 da construtora Camargo Corrêa, que não participa, porém, da construção de estádios.

Patrimônio. As informações prestadas ao TSE mostram ainda um dado curioso. O deputado perdeu quase a metade de seu patrimônio desde 2006. Naquele ano Aldo declarou ter R$ 612,9 mil em bens. No ano passado, este montante caiu para R$ 376,3 mil. A perda se deve basicamente a uma casa de R$ 203 mil declaradas em 2006 e que não consta na prestação de contas do ano passado. Em 2010, o único imóvel declarado por Aldo é uma casa em Viçosa (AL), que estava em construção quatro anos antes.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,novo-ministro-do-esporte-recebeu-doacoes-de-patrocinadores-da-cbf,791321,0.htm

FIM da reportagem

COLOCARAM ALIBABA NO MINISTÉRIO DOS ESPORTES

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

JÁ PASSOU DA HORA

LEIA PRIMEIRO...
DEPOIS REPASSE OU DELETE...
tá mais do que na 'HORA' !.

 




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A única coisa que faz o brasileiro reclamar é quando o time dele perde. Aí ele se dispõe a ir até no aeroporto de madrugada xingar jogador...
Por que não vai até a câmara dos deputados exigir reforma da previdência, reforma política, acabar com aposentadorias milionárias pra políticos, acabar com auxílio terno, exigir a prisão de políticos corruptos, acabar com a imunidade parlamentar etc.????

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E viva a política do pão e circo...

Povo Burro, imbecil e ignorante que só pensa em futebol, copa do mundo, e bolsa família, enquanto os políticos fazendo a festa com a ignorância do povo!


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MAS SE QUER REVERTER ESSA SITUAÇÃO E VER A JUSTIÇA SENDO FEITA PELA FORÇA DOS JOVENS DESSE PAÍS, REPASSE PARA TODOS SEUS CONTATOS.

PROFESSOR, PRÁ QUÊ?

NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO,

NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES

AFINAL....

PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM.

Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês.

"Homenageado na Academia Brasileira de Letras"... LETRADO ELE

Tiririca: R$ 26.700,00 por mês, fora os auxílios e mordomias;

"Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...COMO DIZ OS GAUCHOS

- TCHÊ...  QUE TAL?

TRADUZINDO, O SALÁRIO DO PALHAÇO AI, PAGA SÓ 30 PROFESSORES, E PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE, CONTRATA O TIRIRICA PARA DAR AULA PARA SEU FILHO.

Um funcionário da Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um ACT ou um professor iniciante, levando em consideração para trabalhar na empresa você precisa ter o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado?

 

Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...

Moral da História:

Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como:

ler, escrever e pensar.

Sugestão:

Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:

- Educação Física: Futebol

- Música: Sertaneja, Pagode, Axé

- História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira

                 Biografia dos Heróis do Big Brother

             Evolução do Pensamento das "Celebridades"

- História da Arte: De Carla Perez a Faustão

- Matemática: Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha

Cálculo Percentual de Comissões e Propinas

- Português e Literatura:

??????????????????????? Para quê??????????? ???????????

- Biologia, Física e Química:

 Excluídas por excesso de complexidade

 

Está bom ou quer MAIS!!!!!!!!!!!!!

ESSE É O NOSSO BRASIL!!!!!! 
PASSEM
ESTA MENSAGEM A TODOS


Olha o absurdo no Rio de Janeiro (que não é diferente no resto do Brasil)

BOPE R$ 2.260,00........................ para Arriscar a vida;
Bombeiro R$ 960,00.....................para Salvar vidas;
Professor R$ 728,00.....................para Preparar para a vida;
Médico R$ 1.260,00.......................para Manter a vida;

E o Deputado Federal?

Ganha R$ 26.700,00 para FERRAR a vida de todo mundo!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sábado, 22 de outubro de 2011 - Amílcar Brunazzo Filho(*), no 'www.viomundo.com.br'

por Amilcar Brunazzo Filho

O STF acaba de aprovar por unanimidade uma medida cautelar na ADI 4543, para suspender a vigência do Art. 5º da Lei 12.034, a Lei do Voto Protegido contra fraudes por software das urnas eletrônicas.

O argumento usado para considerar inconstitucional a lei é que a impressão do voto permitiria, de forma inevitável, a quebra do sigilo do voto.

Trata-se um argumento obviamente falso porque existem inúmeros contra-exemplos materiais, isto é,  máquinas de votar usadas em outros países, que imprimem o voto e não provocam a violação do voto.

A materialização do voto eletrônico caracteriza a 2ª geração de equipamentos eleitorais e sua adoção é uma tendência mundial, como na Venezuela (2004),  EUA (2007), Holanda (2008), Alemanha (2009) e Argentina (2011).

Apenas Brasil e Índia ainda se apegam a suas urnas eletrônicas de 1ª geração, ficando na rabeira de evolução eleitoral. E com essa decisão insensata, o Brasil vai se tornar chacota no exterior (entre aqueles que valorizam a transparência do processo eleitoral).

Revela-se, desnudo, o mal anti-democrático que é o acúmulo de poderes da Justiça Eleitoral brasileira, que atua como administradora, regulamentadora e juíza no mesmo processo e simplesmente decide revogar leis, regularmente aprovadas, apenas porque lhes desagrada.

Um processo do mesmo teor, na Alemanha em 2009, teve sentença exatamente oposta ao caso do STF brasileiro porque a Corte Constitucional alemã não acumula os poderes (administrativos) eleitorais e julgou que inconstitucional (contra o Princípio da publicidade) são as urnas eletrônicas do tipo das brasileiras que não permitem ao eleitor conferir o seu voto.

Saudações de um brasileiro envergonhado,

Eng. Amilcar Brunazo Filho

Cordel que colocou a Rede Globo e Pedro Bial em seus devidos lugares

     Excelente  - VALE  LER ATÉ O FINAL..
      
             
 
 
 
Antonio  Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano,  Santa Bárbara/Bahia-Brasil.

 
Professor,  poeta e cordelista. Amante da cultura popular,  dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas  que vieram ao Planeta Azul para evoluir  espiritualmente.

Graduado  em Letras Vernáculas e pós graduado em  Psicopedagogia e Literatura  Brasileira.
 

Seu  terceiro livro de poemas, Flores de Umburana,  foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo  Letras da Bahia.
 
 

Vários  trabalhos em jornais, revistas e antologias,  tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de  cordel abordando temas ligados à Educação,  problemas sociais, futebol, humor e pesquisa,  além de vários títulos ainda  inéditos.
  
 
 
Antonio  Barreto também compõe músicas na temática  regional: toadas, xotes e  baiões.
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BIG  BROTHER BRASIL UM PROGRAMA  IMBECIL.
            
Autor:  Antonio Barreto, Cordelista  natural de Santa Bárbara-BA, residente em  Salvador.
             
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta  alegria
É sinal de que você
O mau-gosto  aprecia
Dá valor ao que é banal
É  preguiçoso mental
E adora  baixaria.
             
Há muito tempo não vejo
Um programa tão  'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando  Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai  por certo atrofiar
A mente do  brasileiro.
             
Me refiro ao brasileiro
Que está em  formação
E precisa evoluir
Através da  Educação
Mas se torna um refém
Iletrado,  'zé-ninguém'
Um escravo da  ilusão.
             
Em frente à televisão
Longe da  realidade
Onde a bobagem fervilha
Não  sabendo essa gente
Desprovida e  inocente
Desta enorme  'armadilha'.
             
Cuidado, Pedro Bial
Chega de  esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa  sofrida Nação
Deixe de chamar de  heróis
Essas girls e esses boys
Que têm  cara de  bundão.
             
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro  Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem  nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra  manter e te educar
Com esforço  especial.
             
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso  vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de  calafrio
Porque quando você fala
A sua  palavra é bala
A ferir o nosso  brio.
             
Um país como Brasil
Carente de  educação
Precisa de gente grande
Para dar  boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse  papel de bobo
Enganando a  Nação.
             
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo  brasileiro
Que acorda de madrugada
E  trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda  rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo  HERÓI, povo  guerreiro.
             
Enquanto a sociedade
Neste momento  atual
Se preocupa com a crise
Econômica e  social

Você precisa entender
Que  queremos aprender
Algo sério - não  banal.
             
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar  sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece  um zoológico humano
Onde impera a  esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um  cenário  sub-humano.
             
A moral e a inteligência
Não são mais  valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um  mundo de palhaçadas
Sem critério e sem  ética
Em que vaidade e estética
São muito  mais que  louvadas.
             
Não se vê força poética
Nem projeto  educativo.
Um mar de vulgaridade
Já  tornou-se imperativo.
O que se vê  realmente
É um programa deprimente
Sem  nenhum  objetivo.
             
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro  Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o  banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big  Brother vil
De lavagem  cerebral.
             
Isso é um desserviço
Mal exemplo à  juventude
Que precisa de  esperança
Educação e atitude
Porém a  mediocridade
Unida à banalidade
Faz com  que ninguém estude.

É grande o  constrangimento
De pessoas confinadas
Num  espaço luxuoso
Curtindo todas  baladas:
Corpos "belos" na piscina
A  gastar adrenalina:
Nesse mar de  palhaçadas.
             
  Se a intenção da Globo
É de nos  "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém  do seu poder:
Pois saiba que a  exceção
(Amantes da educação)
Vai  contestar a  valer.
             
A você, Pedro Bial
Um mercador da  ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz  nossa Nação
Eu lhe peço esse  favor:
Reflita no seu labor
E escute seu  coração.
             
E vocês caros irmãos
Que estão nessa  cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando  essa besteira.
Não deem sua grana à  Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa  baboseira.
             
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother  vil
Que em nada contribui
Para o povo  varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem  lucra é a sociedade
Do nosso querido  Brasil.
             
E saiba, caro leitor
Que nós somos os  culpados

Porque sai do nosso  bolso
Esses milhões desejados
Que são  ligações diárias
Bastante  desnecessárias
Pra esses  desocupados.
             
A loja do BBB
Vendendo só  porcaria
Enganando muita gente
Que logo se  contagia
Com tanta futilidade
Um mar de  vulgaridade
Que nunca terá  valia.
             
Chega de vulgaridade
E apelo  sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e  carnaval.
Queremos Educação
E também  evolução
No mundo  espiritual.
             
Cadê a cidadania
Dos nossos  educadores
Dos alunos, dos  políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos  sempre enganados
e vamos ficar  calados
diante de  enganadores?
             
Barreto termina assim
Alertando ao  Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à  força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando  uma decisão
Ou então: siga,  animal.
             
FIM
  
 
 

sábado, 22 de outubro de 2011

Roubalheira no Ministério do Esporte: leia na íntegra a reportagem de capa de VEJA, “O ministro recebia o dinheiro na garagem”

21/10/2011  -  coluna do Ricardo Setti  -  Veja  Abril

às 20:07 \ Dica de Leitura

Orlando Silva

Na mira: as fraudes no programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte de Orlando Silva (foto) são investigadas há mais de 3 anos, mas é a primeira vez que o ministro é apontado diretamente como mentor das irregularidades

Esta é a íntegra da reportagem de capa publicada pela edição de VEJA que está nas bancas, sob o título “O ministro recebia o dinheiro na garagem”. De autoria do editor Rodrigo Rangel, ela mostra o esquema de corrupção no Ministério do Esporte do qual o ministro Orlando Silva seria beneficiário.

. . . . . . . . . . . . . .

Orlando Silva

“O ministro recebia o dinheiro na garagem”

Militante do PCdoB acusa Orlando Silva de montar esquema de corrupção e receber propina nas dependências do Ministério do Esporte

No ano passado, a polícia de Brasília prendeu cinco pessoas acusadas de desviar dinheiro de um programa criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas. O grupo era acusado de receber recursos do Ministério do Esporte através de organizações não governamentais (ONGs) e embolsar parte do dinheiro.

Chamava atenção o fato de um dos principais envolvidos ser militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B), ex-candidato a deputado e amigo de pessoas influentes e muito próximas a Orlando Silva, o ministro do Esporte. Parecia um acontecimento isolado, uma coincidência.

Desde então, casos semelhantes pipocaram em vários Estados, quase sempre tendo figuras do PC do B como protagonistas das irregularidades.

O ministro é apontado como mentor e beneficiário

Agora, surgem evidências mais sólidas daquilo que os investigadores sempre desconfiaram: funcionava dentro do Ministério do Esporte uma estrutura organizada pelo partido para desviar dinheiro público usando ONGs amigas como fachada. E o mais surpreendente: o ministro Orlando Silva é apontado como mentor e beneficiário do esquema.

Em entrevista a VEJA, o policial militar João Dias Ferreira, um dos militantes presos no ano passado, revela detalhes de como funciona a engrenagem que, calcula-se, pode ter desviado mais de 40 milhões de reais nos últimos oito anos.

Dinheiro de impostos dos brasileiros que deveria ser usado para comprar material esportivo e alimentar crianças carentes, mas que acabou no bolso de alguns figurões e no caixa eleitoral do PC do B. O relato do policial impressiona pela maneira rudimentar como o esquema funcionava. As ONGs, segundo ele, só recebiam os recursos mediante o pagamento de uma taxa previamente negociada que podia chegar a 20% do valor dos convênios. O partido indicava desde os fornecedores até pessoas encarregadas de arrumar notas fiscais frias para justificar despesas fictícias.

O militar conta que Orlando Silva chegou a receber, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério do Esporte, remessas de dinheiro vivo provenientes da quadrilha: “Por um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia o dinheiro na garagem” (veja a entrevista na sequência deste texto). João Dias dá o nome da pessoa que fez a entrega. Parte desse dinheiro foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.

O programa Segundo Tempo é repleto de boas intenções. Porém, há pelo menos três anos o Ministério Público, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União desconfiam de que exista muita coisa além da ajuda às criancinhas.

A fraude em Brasília

Uma das investigações mais completas sobre as fraudes se deu em Brasília. A capital, embora detentora de excelentes indicadores sociais, foi muito bem aquinhoada com recursos do Segundo Tempo, especialmente quando o responsável pelo programa era um político da cidade, o então ministro do Esporte Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal. Coincidência? A investigação mostrou que não.

A polícia descobriu que o dinheiro repassado para entidades de Brasília seguia para entidades amigas do próprio Agnelo, que por meio de notas fiscais frias apenas fingiam gastar a verba com crianças carentes. Agnelo, pessoalmente, foi acusado de receber dinheiro público desviado por uma ONG parceira.

O soldado João Dias, amigo e aliado político de Agnelo, controlava duas delas, que receberam 3 milhões de reais, dos quais dois terços teriam desaparecido, de acordo com o inquérito. Na ocasião, integrantes confessos do esquema concordaram em falar à polícia. Contaram em detalhes como funcionava a engrenagem. O soldado João Dias, porém, manteve-se em silêncio sepulcral – até agora.

O programa Segundo Tempo, destinado a levar o esporte a crianças carentes, foi desvirtuado para ocultar a ladroagem (Foto: Diário Gaúcho / Agência RBS)

Na entrevista, o policial afirma que, na gestão de Agnelo Queiroz no ministério, o Segundo Tempo já funcionava como fonte do caixa dois do PC do B – e que o gerente do esquema era o atual ministro Orlando Silva, então secretário executivo da pasta.

Por nota, a assessoria do governador Agnelo disse que as relações entre ele e João Dias se limitaram à convivência partidária, que nem sequer existe mais.

VEJA entrevistou também o homem que o policial aponta como o encarregado de entregar dinheiro ao ministro. Trata-se de Célio Soares Pereira, 30 anos, que era uma espécie de faz-tudo, de motorista a mensageiro, do grupo que controlava a arrecadação paralela entre as ONGs agraciadas com os convênios do Segundo Tempo.

“Eram maços de notas de 50 e 100 reais”

“Eu dirigia e, quase todo mês, visitava as entidades para fazer as cobranças”, contou. Casado, pai de seis filhos, curso superior de Direito inconcluso, Célio trabalha atualmente como gerente de uma das unidades da rede de academias de ginástica que o soldado João Dias possui.

Célio afirma que, além do episódio em que entregou dinheiro ao próprio Orlando Silva, esteve pelo menos outras quatro vezes na garagem do ministério para levar dinheiro. “Nessas vezes, o dinheiro foi entregue a outras pessoas. Uma delas era o motorista do ministro”, disse a VEJA.

O relato mais impressionante é de uma cena do fim de 2008. “Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”, conta.

Caixa Um: o ex-deputado Fredo Ebling: o dirigente do PC do B, é apontado como o responsável pela entrega do dinheiro desviado do programa Segundo Tempo (Foto: Rodolfo Stuckert / Ag. Câmara)

Célio afirma que um dirigente do PC do B, Fredo Ebling, era encarregado de indicar a quem, quando e onde entregar dinheiro. “Ele costumava ir junto nas entregas. No dia em que levei o dinheiro para o ministro, ele não pôde ir. Me ligou e disse que era para eu estar às 4 e meia da tarde no subsolo do ministério e que uma pessoa estaria lá esperando. O ministro estava sentado no banco de trás do carro oficial. Ele abriu o vidro e me cumprimentou. O motorista dele foi quem pegou a caixa com o dinheiro e colocou no porta-malas do carro”, afirma.

Pilhas de dinheiro no bagageiro do carro

Funcionário de carreira do Congresso Nacional, chefe de gabinete da liderança do partido na Câmara dos Deputados, Fredo Ebling é um quadro histórico entre os camaradas comunistas. Integrante da Secretaria de Relações Internacionais do PC do B nacional, ele foi candidato a senador e a deputado por Brasília.

Em 2006, conseguiu um lugar entre os primeiros suplentes e, no final da legislatura passada, chegou a assumir por vinte dias o cargo de deputado federal.

João Dias diz que Fredo Ebling era um dos camaradas destacados por Orlando Silva para coordenar a arrecadação entre as entidades. O policial relata um encontro em que Ebling abriu o bagageiro de seu Renault Mégane e lhe mostrou várias pilhas de dinheiro. “Ele disse que ia levar para o ministro”, afirma. Ebling nega. “Eu não tinha esse papel”, diz. O ex-deputado diz que conhece João Dias, mas não se lembra de Célio.

Fim da lua de mel e negativa do ministro

A lua de mel do policial com o ministério e a cúpula comunista começou a acabar em 2008, quando passaram a surgir denúncias de irregularidades no Segundo Tempo. Ele afirma que o ministério, emparedado pelas suspeitas, o deixou ao léu.

“Eu tinha servido aos interesses deles e de repente, quando se viram em situação complicada, resolveram me abandonar. Tinham me prometido que não ia ter nenhum problema com as prestações de contas.” O policial diz que chegou a ir fardado ao ministério, mais de uma vez, para cobrar uma solução, sob pena de contar tudo.

No auge da confusão, ele se reuniu com o próprio Orlando Silva. “O Orlando me prometeu que ia dar um jeito de solucionar e que tudo ia ficar bem”, diz.

O ministro, por meio de nota, confirma ter se encontrado com o policial. Diz que o recebeu em audiência, mas nega que soubesse dos desvios ou de cobrança de propina. “É uma imputação falsa, descabida e despropositada. Acionarei judicialmente os caluniadores”, afirmou o ministro, em nota.

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Em 2006, dinheiro do Ministério do Esporte teria bancado parte da campanha de Lula e de candidatos do PC do B (Foto: Evaristo Sá / AFP)

“Fui lá armado e dei umas pancadas nele”

Em paralelo às investigações oficiais, João Dias respondeu por desvio de conduta na corporação militar. A Polícia Militar de Brasília oficiou ao ministério em busca de informações sobre os convênios. A resposta não foi nada boa para o soldado: dizia que ele estava devendo 2 milhões aos cofres públicos por irregularidades nas prestações de contas.

João Dias então subiu o tom das ameaças. Em abril de 2008, quando foi chamado à PM para dar satisfações e tomou conhecimento do ofício, ele procurou pessoalmente o então secretário nacional de Esporte Educacional, Júlio Cesar Filgueira, para tirar satisfação. O encontro foi na secretaria.

O próprio João Dias conta o que aconteceu: “Eu fui lá armado e dei umas pancadas nele. Dei várias coronhadas e ainda virei a mesa em cima dele. Eles me traíram”. Júlio Filgueira, também filiado ao PC do B de Orlando Silva, era responsável por tocar o programa. A pressão deu certo: o ministério expediu um novo ofício à Polícia Militar amenizando a situação de Dias.

Caixa dois: o ex-ministro Agnelo Queiroz, atual governador do DF, que teria participado, desde 2006, na formação de caixa dois com dinheiro público

O documento pedia que fosse desconsiderado o relatório anterior. A agressão que João Dias diz ter cometido dentro da repartição pública passou em branco. “Eles não tiveram coragem de registrar queixa porque ia expor o esquema”, diz o soldado.

Indagado por VEJA, o gabinete de Orlando Silva respondeu que “não há registro de qualquer agressão nas dependências do Ministério do Esporte envolvendo estas pessoas”. O ex-secretário Júlio Filgueira, que deixou o cargo pouco depois da confusão, confirma ter recebido o policial mas nega que tenha sido agredido. “Ele estava visivelmente irritado, mas essa parte da agressão não existiu”, diz.

A polícia e o Ministério Público têm uma excelente oportunidade para esclarecer o que se passava no terceiro tempo no Ministério do Esporte. As testemunhas, como se viu, estão prontas para entrar em campo.

“Até 20% a cada liberação”: entrevista com João Dias

Em 2010, o soldado João Dias Ferreira foi preso, acusado de participar de um esquema de desvio no Ministério do Esporte. Militante do PCdoB, ele resolveu contar o que sabe sobre as fraudes no programa Segundo Tempo.

O senhor desviou dinheiro?

Acusador O policial João Dias diz que para participar do projeto de assistência às crianças carentes, as ONGs eram obrigadas a "devolver" parte do dinheiro ao ministro

Não. O que aconteceu foi que duas pessoas do PC do B me procuraram em 2004 propondo que eu entrasse no programa com as minhas entidades. Disseram que eu receberia verbas do ministério, mas tinha que dar dinheiro ao partido.

Eram três condições: tinha que dar até 20% no ato de cada liberação de verba do ministério, contratar fornecedores ligados ao esquema e ainda ajudar a recrutar militantes. Diziam que isso era para fortalecer o partido nas eleições de 2006.

E o senhor aceitou?

Eles disseram que não haveria problemas. Me faltou conhecimento jurídico. Me disseram que eu teria que contratar uma consultoria para que o projeto fosse aprovado. Aceitei, mas depois vi que aquilo era uma máfia.

Prometeram que tudo era normal e legal. Quando os órgãos de fiscalização vieram pra cima de mim, me abandonaram. Até fraudaram documentos para dizer que os meus convênios já tinham sido encerrados com medo de sobrar para eles.

Entrei sem saber que era tudo uma grande armação.

O senhor deu dinheiro ao esquema?

Não. Exigiram pagamento antecipado a um escritório indicado por eles. Foi feito um contrato de consultoria, que depois eu percebi que era fictício.

Mais tarde, atendendo a mais uma exigência, tive que contratar empresas indicadas como fornecedoras de alimentos e material esportivo. As mesmas empresas, ligadas ao próprio PC do B, aparecem em vários convênios. As notas fiscais, muitas vezes, são frias.

Vi que aquilo era um procedimento corriqueiro. Nos convênios, eles põem no papel que vão ser atendidas 5.000 crianças, por exemplo, mas atendem 200 ou 500. Muitos convênios nunca tiveram criança nenhuma.

Houve outros pagamentos?

Na eleição de 2006, eu tinha mais de 1 milhão em uma das contas. Era dinheiro que tinha sobrado e estava em trâmite para ser devolvido à União. Me disseram que estavam precisando daquele dinheiro para botar na campanha.

Eu autorizei meu coordenador-geral a tratar disso direto com o pessoal do ministério, desde que eles ficassem responsáveis. Foram feitas as transferências para as empresas que o partido indicou. O valor foi sacado e entregue ao esquema.

Depois vi que era uma grande simulação. O Orlando usou esse dinheiro para pagar uma gráfica que fez adesivos da campanha do Lula em Brasília. Ele queria agradar ao Lula para continuar ministro no segundo mandato.

Quem eram as pessoas que cuidavam desse esquema?

Desde o começo, quem controlava tudo pelo partido era o Orlando Silva, que era secretário executivo do ministério. O PC do B indicava representantes para atuar junto às entidades recolhendo a parte que cabia ao partido. Esses representantes se reportavam diretamente ao Orlando. Por um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia dinheiro na garagem.

Sem cheque em branco

Nos primeiros nove meses de governo, a presidente Dilma Rousseff agiu com rigor diante das denúncias de malfeitos envolvendo seus ministros. Quatro foram demitidos

de cima para baixo

ANTONIO PALOCCI

Mais poderoso auxiliar da presidente, o petista foi obrigado a deixar a Casa Civil depois da revelação de que tivera um crescimento patrimonial incompatível com sua renda. Palocci alegou ter amealhado fortuna como consultor de empresas privadas, mas não convenceu.

ALFREDO NASCIMENTO

Presidente do Partido da República (PR), o senador pediu demissão após VEJA revelar que o partido dele operava um esquema de arrecadação de propina no Ministério dos Transportes. Essa máquina clandestina era alimentada por fraudes em licitações e superfaturamento de preços.

WAGNER ROSSI

O ministro da Agricultura não resistiu a um eclético rosário de denúncias, como fraude em licitações, cobrança de propina, além de uma nebulosa relação com uma empresa privada cujos interesses comerciais dependiam de decisões do ministério.

PEDRO NOVAIS

O chefe da pasta do Turismo protagonizou uma sequência de irregularidades. A gota d’água para sua demissão foi a descoberta de que ele havia transformado dois servidores pagos com dinheiro público em serviçais da própria família.

Um soco no peito: campanha antifumo no Canadá ganha novas e fortíssimas imagens

01/10/2011 Veja Abril  -   Coluna de Ricardo Setti

às 20:00 \ Tema Livre

São um soco no peito, feitas mesmo para impressionar as 16 novas imagens que a lei do Canadá, tal qual no Brasil, obriga a imprimir nos maços de cigarro e nas embalagens de todos os produtos do tabaco, como fumo para cachimbo, cigarrilhas e charutos. O Health Canadá, o Ministério da Saúde canadense, inclui nas embalagens mensagens sobre os malefícios da nicotina e dos mais de 5.000 produtos tóxicos presentes na fumaça dos cigarros.

A campanha canadense contém uma inovação: os textos e imagens procuram se aproximar do usuário e do leitor, lançando mão de histórias e rostos de pessoas reais.

Uma das imagens mais comoventes mostra Barb Tarbox, uma mulher que morreu de câncer de pulmão, em seu leito de morte. “Esperamos que sua imagem tenha forte impacto sobre um monte de jovens e isso é realmente o que Barb queria fazer [quando autorizou a foto]“, disse seu marido, Pat, ao jornal Vancouver Sun.

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"Quando você fuma, dá para notar os sinais. Cigarros causam vício e são prejudiciais"

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"É assim que fica quem morre de câncer de pulmão. Barb Tarbox morreu aos 42 anos, de câncer de pulmão causado pelo cigarro"

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"Eu queria nunca ter começado a fumar. Fui diagnosticado como portador de câncer de laringe aos 48 anos. Tive minhas cordas vocais removidas, e agora respiro por um buraco na garganta"

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"Câncer bucal. Estas manchas brancas são uma forma de câncer bucal causada principalmente pelo hábito de fumar. Mesmo se sobreviver, você pode perder parte ou a totalidade de sua língua"

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"O simples respirar é uma tortura. Fumar fez meus pulmões entrarem em colapso quatro vezes antes que eu fosse diagnosticada com enfisema aos 42 anos. Sem meu tanque de oxigênio, parece que estou respirando por um canudinho"

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"Risco de cegueira. Fumar pode aumentar o risco de degeneração macular ligada à idade, uma condição que pode causar perda permanente da visão. Na maioria dos casos, não existe um tratamento eficaz [para isso

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"Cigarros causam câncer de bexiga. Produtos químicos tóxicos na fumaça do tabaco danificam o revestimento da bexiga, causando câncer. O sinal mais comum é sangue na urina"

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"A dependência do cigarro afeta gerações. Mãe e filha são dependentes do tabaco. A a droga [existente

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"Fumo: não, obrigado. O fumo passivo contém muitas substâncias químicas tóxicas que podem prejudicar o feto"

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"Seus filhos estão cheios de você fumar (aqui há um jogo de palavras, porque 'sick of your smoking' também pode significar, ao pé da letra, 'doentes porque você fuma'). O fumo passivo provoca mais frequentes e graves crises de asma em crianças"

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"Os cigarros são uma das principais causas de doenças cardíacas. Os fumantes têm até quatro vezes mais probabilidade de desenvolver doença cardíaca do que os não fumantes"

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"Um derrame cerebral pode deixá-lo inutilizado. Os cigarros são uma das principais causas de acidente vascular cerebral".

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"Fumar no carro não afeta apenas você. Ter as janelas abertas não protege os passageiros dos mais de 70 componentes cancerígenos presentes no tabaco"

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"Outra morte prematura... Fumar é a principal causa evitável de morte prematura no Canadá. Cerca de 100 pessoas morrem por dia devido ao uso de tabaco"

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"Olhe para o poder do cigarro... Lembre-se deste rosto e de que o fumo me matou." Barb Tarbox morreu ao 42 anos, de câncer de pulmão causado pelo cigarro

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"A fumaça do tabaco prejudica a todos. Bebês expostos à fumaça do tabaco correm maior risco de morrer de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI)"

Parece guerra: delegados da PF dizem que Judiciário está a serviço das elites e que tribunais superiores “não querem condenar”

20/09/2011

às 19:55 \ Política & Cia

Veja Abril

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Polícia Federal: críticas a tribunais que tendem "a não julgar poderosos"

Amigos, a decisão do Superior Tribunal de Justiça de anular as provas obtidas contra a família Sarney na chamada “Operação Boi Barrica” — que incluem escutas telefônicas autorizadas por instâncias inferiores da Justiça — deflagraram declarações de alto teor incendiário por parte de delegados da Polícia Federal.

Poucas vezes, se é que alguma, autoridades da PF, mesmo que ligadas a entidades sindicais de delegados, vieram a público criticar de forma tão enérgica o que consideram restrições excessivas ao poder de investigar da polícia.

Apesar da linguagem dura, os delegados que se pronunciaram tiveram o cuidado de insistir em que as investigações em curso vinham sendo acompanhadas e autorizadas por juízes de Direito. Cuidaram, assim, de não defender a tese de que a Polícia Federal pode ultrapassar as barreiras previstas em lei.

De todo mod, parece uma declaração de guerra — a ponto de se afirmar que a Justiça está a serviço “das elites e que existe, nos tribunais superiores, uma tendência a não condenar poderosos. A Justiça estaria desconectada da sociedade e, com decisões como essa, passaria a impressão de que ou a PF não investiga ou, quando o faz, usa métodos ilegais, até “nazistas”.

Não bastasse isso, dizem que o governo Dilma “está intimidado” e que está “aberta a porta” para a impunidade no país.

O texto é do repórter Fausto Macedo, do Estadão.

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Delegados da Polícia Federal se declaram perplexos com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mandou anular as provas da Operação Boi Barrica. Os delegados consideram que o Judiciário se curva ante investigados que detêm poderes político e econômico.

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Sarney: provas da operação Boi Barricadas anuladas pelo STJ (Foto: Pablo Valadares/Agência Estado)

Eles temem que outras operações de grande envergadura poderão ter o mesmo fim a partir de interpretações de ministros dos tribunais superiores que acolhem argumentos da defesa.

Foi assim, antes da decisão que tranca a Boi Barrica, com duas das principais missões da PF, deflagradas em 2008 e em 2009, a Satiagraha e a Castelo de Areia – ambas miravam empresários, políticos e até banqueiro.

“A PF não inventa, ela investiga nos termos da lei e sob severa fiscalização”, disse o delegado Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, diretor de Assuntos Parlamentares da Associação Nacional dos Delegados da PF.

“Não há interesse em deixar investigar” e “falta credibilidade” à Justiça

“No Brasil não há interesse em deixar investigar”, afirma Leôncio. “As operações da PF são executadas sob duplo grau de controle, do Ministério Público Federal, que é o fiscal da lei, e do Judiciário, que atua como garantidor de direitos. Não existe nenhum país no mundo em que a polícia sofra essa dupla fiscalização.”

“Aí uma corte superior anula todo um processo público com base em quê? Com base no ‘ah, não concordo, a fundamentação do meu colega que decidiu em primeiro grau não é suficiente’. Nessa hora não importa que os fatos são públicos e notórios e que não há necessidade sequer de se ficar buscando uma prova maior.”

Para o delegado, “situações assim levam ao desgaste do Poder Judiciário, que paga preço enorme pela falta de credibilidade porque se dissocia da realidade”.

“O País não pode aceitar que uma operação seja anulada porque o tribunal não concorda com a fundamentação do juiz de primeira instância, aquele negócio de ‘ah, quem tinha que ter autorizado não era o juiz federal da 1.ª vara, a competência era do juiz federal da 2.ª vara’. Esse tipo de conduta atende a uma elite. E ainda temos que suportar as críticas de que a polícia investiga mal, o cara foi solto porque a polícia investiga mal. É profundamente revoltante.”

“O pano de fundo é o Judiciário a serviço das elites”

Leôncio diz que “o Legislativo faz mal as leis” e que “a polícia trabalha com instrumentos legais limitadíssimos, as leis são limitativas e restritivas, como a da interceptação telefônica”.

“Não existe País no mundo com uma legislação tão restritiva. E ainda temos que suportar esse Judiciário que serve a uma elite. O pano de fundo é o Judiciário a serviço das elites.”

Para o delegado, as recentes decisões do STJ, que jogaram na gaveta as três grandes operações, “vão contaminar várias outras operações e todas com esse mesmo tipo de fundamento”.

“O problema está do outro lado, nos tribunais superiores do Judiciário: eu não quero condenar, eu não quero deixar condenar, esse é o pano de fundo. Maquiavelicamente, alguns segmentos da mídia divulgam que a PF não soube investigar.”

“A PF investiga, apresenta provas, mas tudo isso não tem valor porque temos um Poder Judiciário cuja cúpula é comprometida com esse status que está aí. Depois passam a imagem de polícia fascista, nazista, que não respeita direitos e garantias fundamentais. Chega uma turma de um tribunal superior, distante dos fatos, diz que isso tudo é abuso, não está bem fundamentado e que a legislação não permite que se faça isso ou aquilo.”

“Decisões com caráter ideológico”

O delegado federal diz que “o Brasil está nesse dilema, diante desse poder que está aí para manter o status quo, que não quer condenar”.

“Mas quando se fala da violência do tráfico, por exemplo, não há nenhum receio em se condenar, não se coloca em dúvida nenhum aspecto da investigação”, insiste. “Quando o crime é praticado contra a administração pública ou é crime econômico aí não é crime violento e esse tem que ter seus direitos e garantias respeitados.

Essas decisões têm caráter ideológico, não jurídico. A PF está no meio dessa guerra. Um Brasil que compactua com a corrupção e um Brasil que quer ser passado a limpo.”

“A PF respeita as decisões judiciais, mas vejo de uma forma muito temerária porque não vamos conseguir que a Justiça condene qualquer colarinho branco”, assevera o delegado Amaury Portugal, presidente do Sindicato dos Delegados Federais em São Paulo.

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Delegado Amaury Portugal: "Não vamos conseguir que a Justiça condene qualquer colarinho branco"

“Fica muito difícil para a PF trabalhar, primeiro as algemas que não podem ser usadas no colarinho branco, depois as escutas telefônicas”, diz Portugal.

“O STJ não se ateve à prova dos autos”

Ele não aceita o rótulo de ilegalidade à Boi Barrica. “Como ilegal se tudo foi realizado com autorização judicial?”

“O delegado que presidiu o inquérito da Boi Barrica não ia fazer escuta se não estivesse amparado em autorização da Justiça, que determinou tudo. Qualquer passo do delegado ele tem que comunicar ao juiz, abrindo vista para o procurador. A operação não foi ilegal.”

Para Portugal, “essas últimas decisões judiciais são estapafúrdias”. “O STJ não se ateve nem à prova. A verdade é essa. Não se ateve ao conteúdo de provas dos autos e anulou tudo.”

Ele assinala que denúncia anônima “vale para o pequeno traficante, via disque denúncia”. “Mas não vale para colarinho branco.” E faz um alerta. “Vamos cansar. A PF faz a sua parte, mas o governo está intimidado. A porta para a impunidade está aberta.”

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

QUEM CALA É TAMBÉM CO-AUTOR ALÉM DE TER A MESMA RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

 

Cuba dominada pelo comunismo: podridão, crime e infâmia

Ouso enviar um recado a Santos e a Garzón: a “causa da paz” que os ditadores cubanos defendem, é aquela dos cemitérios, sobretudo com os defuntos sepultados sem nome, para que nunca mais seus parentes possam encontrá-los e pranteá-los dignamente!

Na semana que passou três acontecimentos graves relacionados a Cuba merecem ser analisados, sobretudo porque as notícias veiculadas foram apenas informações, com exceção ao fato ocorrido na Venezuela. Antes, porém, quero informar aos meus leitores que na próxima semana o Notalatina vai estrear uma nova modalidade de publicação, com uma entrevista em áudio feita por mim ao Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, meu dileto amigo do glorioso Exército Colombiano, de quem sou tradutora oficial no Brasil, graças aos bons ofícios informáticos do Alex Brum Machado, meu amigo “Cavaleiro do Templo”, que teve a idéia do podcast e me assessora neste mister.

No princípio da noite da sexta-feira 14 de outubro, faleceu em Havana a líder e fundadora do grupo “Damas de Branco”, Laura Pollán, uma mulher valente, destemida e que levou grande parte de sua vida a defender a liberdade em Cuba. Laura era esposa do ex-preso político Héctor Maseda, um dos 75 do que ficou conhecido como “A Primavera Negra” de Cuba, em 2003, quando decidiu fundar este movimento pacífico pedindo a liberdade dos seus maridos, irmãos e pais.

laura pollan Laura Pollán: silenciada definitivamente pelos Castro?

A última manifestação a que Laura participou foi no dia 24 de setembro, quando uma turba da polícia política do regime castro-comunista agrediu várias destas senhoras, e muito particularmente a Laura em sua própria casa. Os verdadeiros opositores ao regime contam que até esse momento Laura, apesar de ser diabética, estava bem de saúde. Horas depois começou a passar mal quando foi levada ao Hospital Calixto García, vindo a falecer às 7:50 da noite do dia 14 de outubro.

Chama a atenção alguns fatos denunciados pela jornalista cubana Angélica Mora em seu artigo “Antecedentes”, onde ela relata que outras mulheres pertencentes às Damas de Branco afirmam terem sido “injetadas” nas manifestações por agentes da polícia política, com alguma substância que as teria feito passar mal em seguida. No artigo “Desperta inquietudes o caso de Laura Pollán”, Angélica nos conta que durante o ataque sofrido para impedi-las de ir à igreja no dia de Virgen de la Merced no dia 24 de setembro, Laura foi arranhada. Teriam os agentes castristas nessa ocasião inoculado algum vírus na pacífica guerreira e que levou-a ao óbito? 

No hospital Laura foi diagnosticada com o Vírus Respiratório Sincitial (VRS), entretanto, esse diagnóstico veio tarde demais e apenas a deixaram no soro e oxigênio, sendo feita uma traqueostomia um dia antes de seu falecimento mas absolutamente NADA de medicação para combater o tal vírus lhe foi ministrado.

Quem conhece bem o regime cubano sabe que em matéria de virologia eles estão bem avançados, inclusive criam vírus para uma provável guerra bacteriológica contra os Estados Unidos. Então, aí fica a pergunta que não quer calar: se a medicina cubana é este “assombro” que se propaga, por que não identificaram o mal que a afetava e a trataram devidamente, em vez de deixá-la morrer aos poucos sem medicação adequada? Se ela foi inoculada com um vírus letal JAMAIS se saberá, posto que, mesmo que algum médico tenha descoberto o crime que se cometia, com certeza esse será um segredo que ele levará para o túmulo, pois é a sua própria vida que está em jogo. Ademais, em quem confiar para fazer uma necrópsia fidedigna se tudo está sob o controle férreo dos ditadores? O que podemos fazer, nós que a admirávamos de longe, é rogar a Deus que a acolha em Seu Reino e que um dia toda a verdade destes crimes comunistas seja julgado com o peso da Sua Justiça. Que em paz descanse, Laura!

Quando em julho passado escrevi o artigo “Cubazuela ou Venecuba, uma amarga realidade”, já demonstrava ali que os verdadeiros donos do poder na Venezuela não eram o seu povo, mas sim os cubanos, comandados pelos ditadores Castro. Na semana passada outro fato impensável, demonstrando o domínio e controle desta gente em todos os seguimentos da vida nacional venezuelana, escandalizou mesmo aqueles que estão fartos de saber e denunciar a ingerência dos ditadores na soberania de seu país.

ParamacayNo Forte Paramacay, a bandeira de Cuba era içada ANTES da venezuelana.

Desde a segunda-feira passada pôde-se ver na parte interna das instalações do Forte Paramacay, subordinado à 41ª Brigada Blindada, no estado Carabobo, a bandeira de Cuba içada ao lado da bandeira venezuelana. Segundo denunciou o secretário da Universidade de Carabobo, Pablo Aure, ele recebeu a informação de que a bandeira cubana era içada às seis da manhã, ANTES de ser içada a venezuelana. “Hastear a bandeira de um país estrangeiro em instalações militares não pode ter uma interpretação distinta à da submissão militar aos desígnios desse país. Poderíamos dizer que os chefes militares venezuelanos estão a mercê de Cuba e depois da Venezuela”, afirmou Aure, acrescentando que “desde há algum tempo se vem afirmando que os cubanos dão ordens em nossos quartéis”.

Agora, a gravidade deste fato absurdo se amplia quando se toma conhecimento de que um forte desta natureza proíbe, em muitas ocasiões, a entrada de civis venezuelanos, por ser considerado “zona de segurança”, inclusive restringe-se a presença de estrangeiros. Como, então, a bandeira cubana tremulava impávida ao lado da venezuelana, sem que isto se considere uma ingerência ou uma insolência e cumplicidade do Estado venezuelano na perda de sua soberania nacional? Para o vice-almirante (r) Rafael Huizi Clavier, presidente da “Frente Institucional Militar”, “isto só pode ser uma espécie de provocação para que os que não estão de acordo reajam, e assim fazer uma nova ‘purificação’ do corpo castrense, onde ficarão os mais leais, porque isto é inaceitável!”.

Então, aí está a foto para quem duvide da aberração. Muitos leitores da matéria comentaram ter testemunhado o fato e, diante das críticas dos jornais, cobrando uma explicação, a bandeira foi retirada na sexta-feira com a desculpa patética do General/D Clíver Alcalá Cordones, comandante da IV Divisão Blindada e Guarnição de Maracay, a quem o forte está subordinado, alegando que a bandeira fora içada como “gesto de cortesia” com militares cubanos que visitavam o forte. Ora, mas como os cubanos podem e os próprios venezuelanos não podem sequer visitar essas instalações? Lembro que há alguns anos (não quantos, com exatidão), três soldados que se encontravam presos no Forte Tiuna, onde também funciona o Ministério de Defesa da Venezuela, foram incendiados por um militar cubano que tinha um alto posto ali, onde dois deles faleceram e o sobrevivente foi silenciado, com a promessa de aumento substancial no soldo, viagens, casa, etc. ONotalatina denunciou isto na ocasião, e quem quiser se aventurar a pesquisar, vai encontrar no blog.

E, finalmente, o fato mais asqueroso e indignante foi protagonizado pelo Vice-presidente da Colômbia, o sindicalista Angelino Garzón, que esteve por dois dias em Cuba firmando acordos comerciais. O governo de Juan Manuel Santos já havia dado mostras de seu esquerdismo desde a posse, quando um dia apenas de haver-se tornado presidente da Colômbia, já estava aos beijos e abraços com Chávez, a quem passou a chamar de “meu mais novo melhor amigo”. Desta vez, entretanto, Santos e seu repugnante vice escancaram suas preferências, fazendo rapapés a tiranos assassinos que são responsáveis pelas mortes de milhares de seus compatriotas, através do apoio que dão às FARC, ao ELN e a quanto narcoterrorista exista naquele país.

Segundo leio no site “La Hora de la Verdad”, da parte do mandatário Juan Manuel Santos, Garzón enviou uma saudação fraternal ao Governo e povo de Cuba, e de maneira especial ao presidente Raúl Castro e também nossa saudação a quem consideramos um grande amigo da causa da paz na Colômbia, o comandante Fidel Castro. E no site semi-oficial da ditadura castrista, outra pérola: “Admiramos como ponto de referência de Cuba a importância que se lhe concede aos seres humanos”, expressou Garzón.

O que me chamou a atenção e envergonhou, foi um fato dessa magnitude e crueldade para com a memória das milhares de vítimas desses bandos terroristas homiziados e apadrinhados pelos assassinos ditadores cubanos, é que na grande imprensa colombiana nem uma mísera palavra de repúdio tenha sido pronunciada! Nada se disse, nada se comentou, ninguém se sentiu aviltado nem com o mais leve incômodo. Somente - como sempre e que ocorre também no Brasil - os jornalistas e escritores independentes, geralmente de blogs e sites, condenaram tais aberrantes afirmações.

Então, ouso enviar um recado a Santos e a Garzón: a “causa da paz” que os ditadores cubanos defendem, é aquela dos cemitérios, sobretudo com os defuntos sepultados sem nome, para que nunca mais seus parentes possam encontrá-los e pranteá-los dignamente! A “importância” que este velho abutre assassino “concede aos seres humanos”, seu Angelino, é ainda pior àquela que se dispensa a um cão sarnento de rua, pois se assim não fosse, não teria fuzilado tantos inocentes, nem teria calado o grito daqueles que reclamam por direito à dignidade humana, ou matado de fome e desnutrição a tantos inocentes, com a falsa desculpa do “bloqueio” norte-americano. Tampouco teria adotado como norma de Estado o aborto de cem mil bebês por nascer ao ano, para que a substância negra fetal sirva de medicamento para curar os males dos “capitalistas burgueses” que enchem suas arcas pessoais com dólares e euros, que é sistematicamente negado aos cubanos a pé!

Santos e Garzón “se esquecem”, muito providencialmente, que estes abutres velhos treinaram, apoiaram e acoitaram na ilha terroristas das FARC. Ou já se esqueceram para onde foi levado “Rodrigo Granda”, depois da lamentável falha de Uribe para atender o pedido do presidente Sarkozy? Já esqueceram também que as FARC, que dizima com requintes de violência milhares de seus compatriotas, é sócia dos inumanos ditadores Castro no Foro de São Paulo?

Não, não é possível calar diante de tanta ignomínia, de tanta traição à Pátria em troca de “acordos” que não vão beneficiar o pobre povo cubano, tampouco o colombiano, mas apenas enriquecer ainda mais os verdugos Castro.

Onde está a dignidade dos colombianos que não se levanta em bloco e condena tamanho escárnio e traição à pátria? Fiquem com Deus e até a próxima!

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