segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cordel que colocou a Rede Globo e Pedro Bial em seus devidos lugares

     Excelente  - VALE  LER ATÉ O FINAL..
      
             
 
 
 
Antonio  Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano,  Santa Bárbara/Bahia-Brasil.

 
Professor,  poeta e cordelista. Amante da cultura popular,  dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas  que vieram ao Planeta Azul para evoluir  espiritualmente.

Graduado  em Letras Vernáculas e pós graduado em  Psicopedagogia e Literatura  Brasileira.
 

Seu  terceiro livro de poemas, Flores de Umburana,  foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo  Letras da Bahia.
 
 

Vários  trabalhos em jornais, revistas e antologias,  tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de  cordel abordando temas ligados à Educação,  problemas sociais, futebol, humor e pesquisa,  além de vários títulos ainda  inéditos.
  
 
 
Antonio  Barreto também compõe músicas na temática  regional: toadas, xotes e  baiões.
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BIG  BROTHER BRASIL UM PROGRAMA  IMBECIL.
            
Autor:  Antonio Barreto, Cordelista  natural de Santa Bárbara-BA, residente em  Salvador.
             
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta  alegria
É sinal de que você
O mau-gosto  aprecia
Dá valor ao que é banal
É  preguiçoso mental
E adora  baixaria.
             
Há muito tempo não vejo
Um programa tão  'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando  Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai  por certo atrofiar
A mente do  brasileiro.
             
Me refiro ao brasileiro
Que está em  formação
E precisa evoluir
Através da  Educação
Mas se torna um refém
Iletrado,  'zé-ninguém'
Um escravo da  ilusão.
             
Em frente à televisão
Longe da  realidade
Onde a bobagem fervilha
Não  sabendo essa gente
Desprovida e  inocente
Desta enorme  'armadilha'.
             
Cuidado, Pedro Bial
Chega de  esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa  sofrida Nação
Deixe de chamar de  heróis
Essas girls e esses boys
Que têm  cara de  bundão.
             
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro  Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem  nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra  manter e te educar
Com esforço  especial.
             
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso  vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de  calafrio
Porque quando você fala
A sua  palavra é bala
A ferir o nosso  brio.
             
Um país como Brasil
Carente de  educação
Precisa de gente grande
Para dar  boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse  papel de bobo
Enganando a  Nação.
             
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo  brasileiro
Que acorda de madrugada
E  trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda  rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo  HERÓI, povo  guerreiro.
             
Enquanto a sociedade
Neste momento  atual
Se preocupa com a crise
Econômica e  social

Você precisa entender
Que  queremos aprender
Algo sério - não  banal.
             
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar  sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece  um zoológico humano
Onde impera a  esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um  cenário  sub-humano.
             
A moral e a inteligência
Não são mais  valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um  mundo de palhaçadas
Sem critério e sem  ética
Em que vaidade e estética
São muito  mais que  louvadas.
             
Não se vê força poética
Nem projeto  educativo.
Um mar de vulgaridade
Já  tornou-se imperativo.
O que se vê  realmente
É um programa deprimente
Sem  nenhum  objetivo.
             
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro  Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o  banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big  Brother vil
De lavagem  cerebral.
             
Isso é um desserviço
Mal exemplo à  juventude
Que precisa de  esperança
Educação e atitude
Porém a  mediocridade
Unida à banalidade
Faz com  que ninguém estude.

É grande o  constrangimento
De pessoas confinadas
Num  espaço luxuoso
Curtindo todas  baladas:
Corpos "belos" na piscina
A  gastar adrenalina:
Nesse mar de  palhaçadas.
             
  Se a intenção da Globo
É de nos  "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém  do seu poder:
Pois saiba que a  exceção
(Amantes da educação)
Vai  contestar a  valer.
             
A você, Pedro Bial
Um mercador da  ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz  nossa Nação
Eu lhe peço esse  favor:
Reflita no seu labor
E escute seu  coração.
             
E vocês caros irmãos
Que estão nessa  cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando  essa besteira.
Não deem sua grana à  Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa  baboseira.
             
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother  vil
Que em nada contribui
Para o povo  varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem  lucra é a sociedade
Do nosso querido  Brasil.
             
E saiba, caro leitor
Que nós somos os  culpados

Porque sai do nosso  bolso
Esses milhões desejados
Que são  ligações diárias
Bastante  desnecessárias
Pra esses  desocupados.
             
A loja do BBB
Vendendo só  porcaria
Enganando muita gente
Que logo se  contagia
Com tanta futilidade
Um mar de  vulgaridade
Que nunca terá  valia.
             
Chega de vulgaridade
E apelo  sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e  carnaval.
Queremos Educação
E também  evolução
No mundo  espiritual.
             
Cadê a cidadania
Dos nossos  educadores
Dos alunos, dos  políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos  sempre enganados
e vamos ficar  calados
diante de  enganadores?
             
Barreto termina assim
Alertando ao  Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à  força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando  uma decisão
Ou então: siga,  animal.
             
FIM
  
 
 

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