quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O LEGADO !!!

O LEGADO !!!

Fora a FIFA se preparando para cassar os títulos do Havelange, a maior repercussão internacional é o julgamento do Mensalão.

guardian mensalão (Foto: Reprodução)

O diário britânico 'The Guardian', em reportagem que cita 'julgamento do século' sobre corrupção no Brasil, destaca foto do ex-ministro José Dirceu, um dos 38 réus (Foto: Reprodução)

 

 

mensalão chicago tribune (Foto: Reprodução)


O americano 'Chicago Tribune' destaca o julgamento que pode comprometer o legado do ex-presidente Lula  (Foto: Reprodução)

 

 

BBC destacou início do julgamento em sua página principal (Foto: Reprodução)

BBC destacou início do julgamento em sua página principal (Foto: Reprodução)

 

 

A emissora norte-americana "CBS" aponta que o julgamento, que tem como acusados membros do partido no poder, é um sinal positivo em um país onde o serviço público sempre foi marcado por corrupção e uma certa impunidade.

Rede CBS aponta que o juhamento é um sinal positivo para o Brasil (Foto: Reprodução)

Rede CBS aponta que o julgamento é um sinal positivo para o Brasil (Foto: Reprodução)

 

 

A rede norte-americana "Bloomberg" abre sua reportagem sobre o julgamento questionando se uma das figuras políticas mais poderosas do Brasil pode acabar presa, referindo-se a José Dirceu.

 

A rede norte-americana Bloomberg abre sua reportagem falando de José Dirceu (Foto: Reprodução)

A rede norte-americana Bloomberg abre sua reportagem falando de José Dirceu (Foto: Reprodução)

 

 

O argentino ‘La Nación’ chamou o caso de ‘julgamento do século’ e ressalta o fato de o mensalão ter ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula. O texto também aponta que o mensalão foi “um gigantesco esquema de compra de apoio político com fundos públicos, que envolveu vários altos funcionários do Partido dos Trabalhadores (PT) e afetou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

 

O argentino ‘La Nación’ chamou o caso de ‘julgamento do século’ e ressalta o fato de o mensalão ter ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução)


O argentino ‘La Nación’ chamou o caso de ‘julgamento do século’ e ressalta o fato de o mensalão ter ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução)

 

 

O jornal ‘La Nación’ do Paraguai apresenta uma foto de Lula na reportagem e destaca que entre os réus estão ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros. O jornal também aponta que Lula não figura entre os acusados, conseguiu ser reeleito mesmo após o escândalo e sempre negou ter conhecimento do esquema.

O jornal ‘La Nación’ do Paraguay apresenta uma foto de Lula na reportagem e destaca que entre os réus estão ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros (Foto: Reprodução)


O jornal ‘La Nación’ do Paraguai apresenta uma foto de Lula na reportagem e destaca que entre os réus estão ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros (Foto: Reprodução)

 

O espanhol ‘ABC’ deu destaque para uma foto de Lula e diz que o mensalão é o maior escândalo da história brasileira, sem precedentes. A publicação também aponta que o julgamento deve durar um mês e que José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, está entre os acusados.

 

O espanhol ‘ABC’ deu destaque para uma foto de Lula e diz que o mensalão é o maior escândalo da história brasileira (Foto: Reprodução)

O espanhol ‘ABC’ deu destaque para uma foto de Lula e diz que o mensalão é o maior escândalo da história brasileira (Foto: Reprodução)

 

 

A agência italiana ‘Ansa’ destaca que o mensalão ocorreu na era Lula e que consistia no pagamento mensal de dinheiro para alguns deputados da oposição para que eles aprovassem projetos. O jornal também destaca que José Dirceu é um dos acusados.

 

A agência italiana ‘Ansa’ destaca que o mensalão ocorreu na era Lula (Foto: Reprodução)

A agência italiana ‘Ansa’ destaca que o mensalão ocorreu na era Lula (Foto: Reprodução)


  

" O mundo não será destruido por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que os olham e não fazem nada ". Albert  Einstein

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

FASES neo-comunismo ou socialismo SÉCULO XXI

É ASSIM MESMO QUE AGE O PARTIDO DOS TRABALHADORES (MAFIOSOS)

(Governo do Foro de São Paulo)

Viviana Padelin

Por Viviana Padelin- latino-americana Libertário Fellowship

Palco. Fase de implementação. Governo populista. Essa etapa pode levar uma ou até três presidências do mesmo ou do mesmo partido ou coalizão de esquerda. Isso depende de aceitação popular implementação de cada um destes pontos pode, portanto, omitir alguns deles também, acelerar o processo em sua segunda fase.

Assistencialismo : abono de família maior por criança, grávida, planos de emergência, subsídios, etc. Alvo: semeadura de votos para a próxima eleição.

Aumento do número de cargos públicos : para cada novo emprego público são estimados 4 votos da família. O capital privado começam a abandonar os seus investimentos: seus funcionários são absorvidos pelo sistema público. Alvo: semeadura de votos.

Aumento dos salários e pensões (incluindo passivities pensão contribuições não): Inicialmente, com a aprovação óbvia da classe trabalhadora e os sindicatos. Mais tarde começa a espiral inflacionária que liquefazer todos os aumentos. Objetivo: a lealdade dos eleitores e plantando novos votos.

Mídia : Através da publicidade assegura que apenas os jornalistas têm uma voz, atores, maestros e intérpretes decisão. Comece a auto-censura.

Forças armadas e de segurança : perseguição aos que lutaram na guerra contra a subversão 60/70 (Chile, Argentina, Uruguai, Bolívia). Mídia e perseguição judicial.

Cultura : A campanha da mídia e matrizes instalação de opinião contrária à oposição personalidades da cultura local.

Corrupção : conhecimento público são dadas a atos de corrupção de funcionários de linha de terceiro ou quarto. Isso tem um duplo objectivo: impacto social que o governo não suporta a corrupção e, ao mesmo tempo, "alinhar" atrás de toda a administração pública, que, temendo perseguição e conspirações armadas contra (resumos, acórdãos) agir com fidelidade ao governo. Isso, juntamente com funcionários de confiança ou políticos, incapazes de encontrar outro emprego como, eles obter os fatos de corrupção é reduzida a uma "pequena mesa" do governo, mas expandiu-se em termos de montantes referidos.

Direitos Humanos e Discriminação : O governo encontra um nicho de eleitores marginalizados minorias (índios, homossexuais, transexuais, etc) e legislado para eles. Objetivo: criação de grupos ideológicos para defender o modelo do eleitor e lealdade. Promove a especulação com as acusações de discriminação em conflitos pessoais, de trabalho, etc

Remanso desmoronamento de Cuba

Revendo passado recente : Evocação permanente passado ditaduras militares ou governos democráticos.Objetivo: Para recriar a imagem de um inimigo inexistente hoje, mas temia. Instalado como o único governo possível

Imparidade de símbolos : Alterações bandeiras, escudos, hinos.

Aumento exponencial da criminalidade comum : Crime é essencial para a implementação do comunismo-neo. A violência neutralizar, atomizado, isolado e prender possíveis protestos de trabalhadores da classe média. Criminosos ganhar as ruas. Inclui o desarmamento da população civil. Ao mesmo tempo, o mesmo crime no futuro será de drogas mão de obra barata.

As forças de segurança : eliminação. Campanhas de difamação por suposta corrupção. Falta de equipamentos e autoridade para realizar a tarefa no sentido de garantir os direitos humanos dos criminosos.

Impunidade para atos criminosos : Juízes Feira fortalece a impunidade. Para uso criminoso de inimputables menores.

Oposição : começa a se fragmentar e linha por trás do lado dominante. Não há referências.

Igreja : choques começar com as autoridades da Igreja Católica.

Inoperantes ocupações de fábricas e terras públicas ou privadas . Como um prelúdio para a desapropriação, o capital estrangeiro começou a retirar-se do país. Perseguições nacionais empresários de mídia. Nacionalização das empresas privatizadas. A classe média é incapaz de organizar na oposição.

Aumento da ONG `s deixou . Redes transnacionais para os adversários de cerco.

Criar grupos de choque . Usado como um suporte de violência ainda desarmado, promotores modelo governando atos políticos e atos públicos para neutralizar a oposição. Ligada à liderança certos esportes e setores de drogas.

Educação : Criação de novas Universidades. Bolsas indiscriminados. Clientelismo e mudas deixaram os grupos que sustentam o regime ideologicamente. Neste ponto, o nível de escolaridade é muito baixo em todos os níveis de ensino.

Aumento de imposto de renda ou riqueza . O montante desses impostos ao salário médio e média-baixa ordem que se aplica a "redistribuição da riqueza" confiscatório.

O aumento do uso de drogas e tráfico de drogas . Novas pistas de pouso clandestinas. Aumento acidentes aéreos devido a uma sobrecarga. Nascimento de uma nova classe rica, principalmente jovens com menos de 40 anos.

Censo habitacional . Seu objetivo é conhecer a quantidade de casas vazias e os proprietários com mais de uma habitação. Os dados são gravados para a terceira fase.

Fragmentação do sindicato : Os líderes não alinhados com o regime emergente são removidos para formar sindicatos dissidentes, não menos sucesso.

Um triste exemplo do estado dos hospitais em Cuba

Quebrar o sistema de saúde : Os prestadores privados de cuidados de saúde deixam de prestar serviços de qualidade em um ambiente de aumento da inflação e alto custo de salários e riscos de trabalho. Eles são quase obrigados a vender seus negócios para ser preço vil ou nacionalizados. Hospitais públicos e setores públicos têm baixa, média média, baixa e média alta, com o colapso posterior da

Segunda Etapa. Fase de implementação. CONSOLIDAÇÃO

Quebre a classe média . Como era o alvo e FFSS forças armadas na primeira fase, agora é a classe média. Desesperança, desamparo, de subversão da ordem estabelecida. O objetivo é destruí-lo, melhor ainda, combiná-lo para baixo, abaixo até mesmo a classe mais baixa. Estigmatizar, tornar culpado da pobreza dos outros, ditaduras militares, discriminação, abuso de criminosos que sofrem, etc. Uma classe média atomizada culpado, medroso, inexperiente e confortável não pode lidar com esses regimes 

Reforma Constitucional (para entronizar no poder). Podem ou não ser necessárias, dependendo das capacidades de outros candidatos "oposição" por então ser alinhado ao regime ou deixaram a cena política

Aprovação do casamento gay

Aprovação do aborto

Mídia lei ou mordaça. Censura

Perseguição cheio de adversários : Guerra de mídia e judiciário.

Ministério de todos os conflitos : política judicialização. O Poder Judiciário entra em colapso, tornando-se um funcionário do governo.

Crime governa as ruas , a impunidade total.

Declínio econômico : a espiral inflacionária rapidamente começa.

Legalização da Maconha : Legalização posse, para consumo pessoal e plantio

Destruição total da segurança moral e física e forças armadas

Oposição fragmentada pode ganhar as eleições , mas não são capazes de gerar uma gestão eficaz e muito menos crescer em número de adeptos)

Eles gerar "novos inimigos" à esquerda . Grupos armados colidir agora começar a agir: o governo político, ideológico e operacional atual para responder, mas a atenção da mídia são "ultra-esquerdistas grupos de oposição ao partido no poder". No futuro, formar milícias armadas

Divisão de municípios, províncias ou departamentos : Promove a assembleia eleitoral, a criação de cargos públicos e maior controle de grupos de oposição locais.

Perseguição católica das minorias (lei religiosa). A promulgação desta Lei permite a perseguição de grupos católicos, cristãos evangélicos e escolas espirituais ordem aberta

Criação de milícias armadas : o choque grupos acima, presente apenas nos atos de governo ou de grupos de oposição se infiltrou e agora recebem treinamento militar nas forças armadas e substituindo destruída na 2. etapa

Terceira Etapa. ESTÁGIO. Fase inicial neo-comunismo

Expropriação

Presos e crimes políticos

Ataque à Igreja Católica

Sistema eleitoral a ponto de o partido no poder.

Eleições espúrias

Espiral inflacionária

Isso nos permite identificar listagem cronológica que estágio estamos. Dependem esses valores não estão mais dispostos a defender os "direitos humanos", mas humana, evitar a re-involução acompanhar esse processo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

MAIS UMA ARMAÇÃO DOS PETISTAS ATRAVÉS DO LULA

Carreira brilhante?

 VAMOS DESMASCARANDO  OS CANALHAS VENDIDOS!!

 

Realmente, é uma barbaridade. No julgamento do mensalão ele terá de se declarar impedido.

 

PERFIL DO MINISTRO TOFFOLI: ESTE É O CARA!!!

E DÁ-LHE BRASIL! TEM MOMENTOS EM QUE DÁ VONTADE DE RIMAR!!!

Quem é ele, você sabe?

Nome: José Antonio Dias Toffoli

Profissão (atual):

Ministro do Supremo Tribunal Federal / STF- Suprema Corte.

Idade: 41 anos

Um breve histórico, para entender "COMO SE SOBE NA VIDA"

Currículo: "um passado não muito distante"

- Formado pela USP

- Pós-Graduação: nunca fez

- Mestrado: nunca fez

- Doutorado: também não fez

- Concursos: 1994 e 1995

Reprovado em concursos para juiz estadual em São Paulo (é estadual e não Federal, não vá se confundir).

- Depois disso, abriu um escritório e começou a atuar em movimentos populares. Nessa militância, aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PT.

Em Brasília:

- Aproximou-se de Lula e José Dirceu, que o escolheram para ser o advogado das campanhas 1998, 2002 e 2006;

- Com a vitória de Lula foi nomeado Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, então comandada por José Dirceu;

- Com a queda do chefe, pediu demissão e voltou à banca privada;

- Longe do governo, trabalhou na campanha para a reeleição de Lula, serviço que lhe rendeu 1 milhão de reais em honorários.

- No segundo mandato, voltou ao governo como

 chefe da Advocacia-Geral da União;

- Toffoli é duas vezes réu!!!

Ele foi condenado pela Justiça em dois processos que correm em primeira instância no estado do Amapá. Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de 700.000,00 (setecentos mil reais) dinheiro recebido "indevidamente e imoralmente" por contratos "absolutamente ilegais", celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá.

- Um dos empecilhos mais incontornáveis para ele é sua visceral ligação com o PT, especialmente com o ex-ministro José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão. De todos os ministros indicados por Lula para o Supremo, Toffoli é o que tem mais proximidade política e ideológica com o presidente e o partido. Sua carreira confunde-se com a trajetória de militante petista ? essa simbiose é, ao fundo e ao cabo, a única justificativa para encaminhá-lo ao Supremo.

POSSE: Cadeira dos sonhos

No dia 23/10/2009 ocorreu a posse de Dias Toffoli como ministro do STF (indicado pelo Presidente Lula)

Algumas atividades como Ministro do STF.

Ao longo de oito meses no STF ele participou de julgamentos polêmicos e adotou posturas isoladas.

- Em março, foi o único entre dez ministros que votou favoravelmente ao pedido de habeas corpus para libertar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal.

- Em maio, votou pela absolvição do deputado federal Zé Gerardo (PMDB-CE), primeiro parlamentar condenado pelo Supremo desde a Constituição de 1988 (o julgamento acabou em 7 a 3).

- Duas semanas depois, indeferiu um pedido de liminar em habeas corpus em favor do jornalista Diogo Mainardi, em processo no qual foi condenado por calúnia e difamação. Mainardi é crítico da gestão petista e de Lula e mora na Itália, devido a ameaças de morte que recebeu.

Toffoli, que também é ministro-substituto do Tribunal Superior - Eleitoral, pediu vista de um dos processos por propaganda eleitoral antecipada contra Lula e a presidente pelo PT, Dilma Rousseff.

O julgamento avaliava um recurso contra uma decisão que multou os dois, nos valores de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, e que foi  determinada pelo ministro Henrique Neves no dia 21 de maio.

ESTE É UM DOS MINISTROS DO NOSSO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, QUE TEM COMO UMA DE SUAS PREMISSAS BÁSICAS PARA SER MEMBRO, TER REPUTAÇÃO ILIBADA E NOTÓRIO SABER JURÍDICO.

QUE BARBARIDADE!!!

 

 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A vergonhosa e cínica JU$TI$$A brasileira

 

Por Alamar Régis Carvalho

Eu já escrevi várias vezes sobre a porcaria da “justiça” brasileira, que é tão cínica, tão sem vergonha, descarada e mercenária que optei por identificá-la como JU$TI$$A.

É uma tristeza constatar que a “justiça” no Brasil só existe para quem tem dinheiro.

Vamos aos mais recentes episódios:

 

Presa e morta na cela

 

A imprensa anunciou semana passada que uma jovem irresponsável deixou o seu filho menor em casa, apenas em companhia da avó bastante idosa e doente, saindo para uma festa onde ficou a madrugada inteira dançando e namorando.

Tendo sido denunciada, por abandono de menor, foi detida e colocada atrás das grades.

Por que foi presa?

Porque não teve DINHEIRO para pagar fiança.

O pior vem agora:

Ela foi colocada numa cela, juntamente com prisioneiras bandidas perigozíssimas, todas assassinas com históricos de crimes com altos índices de perversidades.

Resultado: A nova prisioneira foi assassinada, logo no primeiro dia, pelas outras presidiárias.

A burrice da porcaria da JU$TI$$A brasileira é tão grande que não consegue entender que um praticante de crimes leves não deve, nunca, ser colocado em uma cela com bandidos criminosos, que são assassinos de alta periculosidade.

A burrice de muitos magistrados também é algo notável, pois não se admite que um juiz seja tão imbecil para não perceber uma coisa desta, usando um pouco de lucidez e de bom senso. Aí aparece um monte de babaca de toga para comodamente dizer: “Eu tenho que cumprir a Lei”.

E a sua inteligência, o bom senso, a coerência e o compromisso com os princípios básicos de autêntica Moralidade e Decência, onde é que ficam?

Data Vênia, Doutor, mas na sua caixa craniana existe um cérebro ou um monte de fezes?

Conclusão: O filho da mulher, em vez de ficar sem a mãe apenas por algumas noites, ficou definitivamente sem ela, para toda a sua vida. Todo por conta da JU$TI$$A brasileira.

Se ela tivesse DINHEIRO para pagar fiança, não ficaria presa e não perderia a vida do seu corpo.

 

Idosa de 74 anos presa por não ter dinheiro

 

Dona Luiza Pereira Rodrigues, uma senhora idosa, de 74 anos de idade, aposentada com apenas um salário mínimo, foi presa, mês passado, colocada atrás das grades, na cidade de Vianópolis, a 80Km de Goiânia, porque não teve condições de pagar uma suposta pensão alimentícia aos seus netos.

Se tivesse sido colocada numa cela juntamente com assassinas, certamente teria sido assassinada também.

Não teve argumento que convencesse ao advogado e ao juiz para soltar a mulher. Teria que ter DINHEIRO para resolver o problema.

Foi preciso que a população indignada, constrangida e revoltada se cotizasse e arrumasse o DINHEIRO para comprar a liberdade daquela senhora, que tem histórico de honestidade, nunca roubou e nunca matou ninguém.

 

Daniel Dantas tem muito dinheiro

 

Daniel Dantas, dono do banco Opportunity, foi preso pela Justiça Federal em São Paulo, depois de muita investigação e comprovações cristalinas dos crimes cometidos por ele.

Mas, porque tem MUITO DINHEIRO, foi providenciada a sua liberdade, imediatamente, a ponto do próprio presidente do STF atuar como juiz comum, na assinatura do seu “habeas corpus”.

Vejam bem, gente: O próprio presidente do STF, o homem ocupadíssimo com um dos maiores cargos de um País, tendo que descer da sua posição para atuar como juiz comum, para colocar em liberdade um homem que tem MUITO DINHEIRO.

 

Busca e apreensão por interesse dos bancos

 

Os bancos, que tem muito dinheiro, conseguiram que os deputados fizessem uma lei que lhes permite fazer busca e apreensão de um veículo que está com as prestações atrasadas, à revelia, sem que o cliente em atraso tenha qualquer direito de defesa.

É isto mesmo. Se você, que tem um carro financiado, atrasar o pagamento, o banco entra com ação contra você, os juízes, desta mesma justiça que é lenta só para as ações comuns mas para bancos é agilíssima, assinam a apreensão com a maior pressa do mundo, oficiais de justiça, que são sempre ocupados e nunca tem tempo para outras diligências, aparecem aos montes para ir à sua casa lhe tomar o veículo.

Você não tem direito de defesa.

A Constituição Federal não serve pra porcaria nenhuma, quando está em jogo os interesses de quem tem dinheiro.

 

Carlinhos Cachoeira de Márcio Thomaz Bastos

 

O Brasil está vivenciando hoje umas das mais deprimentes ações desta sem vergonha, cínica e descarada JU$TI$$A brasileira, neste caso do tal Carlinhos Cachoeira.

Todo mundo, no Brasil, viu não apenas denúncias de que esse cidadão é bandido, mas comprovações claras e cristalinas da sua canalhice, junto a políticos safados e corruptos, a voz dele em inúmeros telefonemas gravados, o tráfico de influências, a corrupção escancarada e clara... enfim, não ficou a menor dúvida de que o safado de fato é bandido.

Ser acusado de um crime é uma coisa, ser flagrado cometendo o crime é outra totalmente diferente.

No entanto, já que vivemos em um país onde só há justiça para quem tem dinheiro, o bandido contratou o poderoso advogado Márcio de Thomaz Bastos, aquele mesmo que foi Ministro da JUSTIÇA, que aceitou defendê-lo, mesmo sabendo que se trata de um bandido, por honorários que, segundo consta, de 15 milhões de reais.

Que qualificação moral pode ter um advogado que se propõe a defender um bandido deste?

Não estamos falando de advogado que, no exercício honesto do seu dever, patrocina a ação de um cidadão que, apenas, está sendo acusado de um crime, mas sem ser criminoso ou que até talvez o tenha cometido de forma culposa e não dolosa ou que tenha cometido em legítima defesa ou movido por conseqüências de  um seqüestro, uma chantagem ou uma pressão qualquer que lhe levou ao descontrole. Isto é aceitável e é o papel do advogado decente. Estamos falando de um advogado que sabe que o seu cliente é bandido, é canalha, é safado e sem vergonha, mas TEM DINHEIRO. É como advogado de traficante, que sabe que o cara trafica drogas mesmo, sabe que mata mesmo, sabe que é bandido mas está lá na tal “justiça” querendo que ele não seja punido.

Pois é. O Ministério da JUSTIÇA esteve durante algum tempo entregue às mãos de um advogado com essa índole. Não estou falando num ministeriozinho qualquer, tipo Ministério da Pesca ou qualquer outro ministério fabricado apenas para agradar a políticos de um determinado partido, estou falando no Ministério da J-U-S-T-I-Ç-A.

Parece brincadeira, não é? Mas é a realidade do Brasil.

O cinismo da “justiça” brasileira é tão grande, que consta que arrumaram um diploma de curso superior para o bandido, a fim de que ele possa ter a chamada prisão especial.

É assim, essa sem vergonha dessa justiça: Se um bandido qualquer tiver curso superior, não importa se verdadeiro ou não o diploma, pode ter ele cometido o crime mais hediondo que você imaginar, ele vai ter prisão especial e sofrendo menos a punição, como se o simples fato de ter curso superior diminuísse o nível do crime, da crueldade e da perversidade. No entanto, se uma pessoa de bem, que é vítima de um momento difícil que não pode honrar um cheque pré-datado que emitiu, que é qualificado como infiel depositário ou que não pode pagar uma pensão alimentícia, como o caso da dona Luiza Pereira Rodrigues, esses, por não terem curso superior, vão mofar mesmo nas celas comuns e fedorentas.

E tem outra coisa que é revoltante: O bandido foi instruído a NÃO RESPONDER NADA no processo, porque esta é mais uma estratégia estúpida para livrar bandidos da condenação. Se alguém não deve nada, por que tem medo de abrir a boca?

Desculpe, senhor ministro Thomás Bastos, mas a sua atitude em defender Carlinhos Cachoeira é uma afronta à dignidade do povo brasileiro, é uma subestima à inteligência do povo, é uma vergonha, como diz o Boris Casoy.

E tem outra coisa:

Se todos os bens do bandido Cachoeira estão bloqueados pela Justiça, de onde virão os 15 milhões necessários para pagar os honorários do Thomás Bastos?

 

Você acredita que o Cachoeira ficará preso?

 

Só se você for um brasileiro muito idiota.

Se o José Roberto Arruda não ficou preso, e nem devolveu o dinheiro que roubou; se o Juiz Lalau não está preso, e nem devolveu o dinheiro que roubou; se nenhum político ladrão e corrupto está preso e também não devolveram os dinheiros que roubaram, Delúbio, Valério e outros estão soltos, quem é que vai acreditar que Cachoeira vai ficar preso?

Quem quiser pode anotar, mas o que vai acontecer, COM CERTEZA ABSOLUTA, é o seguinte:

Ele vai ficar solto e à imprensa dirá o que a JU$TI$$A concluiu: nada foi comprovado, contra ele.

Ou, de repente, surgirá o noticiário que ele foi encontrado morto.

Aí, o que será divulgado?

Que ele já vinha tendo problemas no coração, há muito tempo, e que foi vítima de um infarto fulminante.

Até a belíssima mulher dele, obviamente dirá que de fato ele sentia dores de vez em quando. Ninguém saberá porquê e por quais condições ela estará dizendo isto, mas terá que dizer.

Todo mundo está cansado de ver, nos filmes e nas novelas, inúmeros exemplos de envenenamentos, sufocamentos e várias formas de eliminar pessoas que ameaçam poderosos, mas o país todo vai fingir que não sabe disto e muitos milhões de idiotas vão acreditar que foi infarto mesmo, do mesmo jeito que acreditaram que Juscelino Kubitscheck foi vítima mesmo de um acidente de carro normal.

A VEJA vai questionar a “causa mortis”, a ISTO É vai questionar, a ÉPOCA vai questionar, o assunto vai ficar no noticiário por algum tempo e um mês depois todo mundo esqueceu, fala-se de outras coisas, fala-se da copa do mundo, fala-se do “Ah, se eu te pego” do Michel Teló, fala-se de campeonato do Flamengo ou do Corinthians e tá tudo resolvido, volta o ridículo Brasil à sua rotina de sempre, sem que nada mude.

Podem anotar e me contem depois.

 

Apenas para "refrescar" a mente, repasso essa coisinha interessante que me mandaram pela internet.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O verdadeiro Che Guevara

che_guevara_sangue por Humberto Fontova, terça-feira, 31 de março de 2009

Há quase 42 anos, Ernesto "Che" Guevara recebeu uma grande dose de seu próprio remédio.  Sem qualquer julgamento, ele foi declarado um assassino, posto contra um paredão e fuzilado.  Historicamente falando, a justiça raramente foi tão bem feita.  Se o ditado "tudo o que vai, volta" expressa bem uma situação, é esta.

"Execuções?", gritou Che Guevara enquanto discursava na glorificada Assembléia Geral da ONU, em 9 de dezembro de 1964.  "É claro que executamos!", declarou o ungido, gerando aplausos entusiasmados daquele venerável órgão.  "E continuaremos executando enquanto for necessário!  Essa é uma guerra de morte contra os inimigos da revolução!"

De acordo com O Livro Negro do Comunismo, escrito por estudiosos franceses de esquerda (ou seja, dificilmente uma mera publicação "direitista" ou de "fanáticos anticastristas de Miami"), ocorreram 14.000 execuções por fuzilamento em Cuba até o final de década de 1960.  (Slobodan Milosevic, não custa lembrar, foi a julgamento por ter ordenado 8.000 execuções.  A mesma ONU que aplaudiu delirantemente a orgulhosa declaração de Che Guevara condenou Milosevic por "genocídio").

"Os fatos e números são incontestáveis", escreveu ninguém menos que o New York Times, ícone da esquerda, sobre o "Livro Negro do Comunismo".  Jose Vilasuso, um cubano que à época era promotor dos julgamentos comandados por Guevara, fugiu horrorizado e enojado com o que presenciou.  Ele estima que Che promulgou mais de 400 sentenças de morte apenas nos primeiros meses em que comandava a prisão de La Cabaña.  Umpadre basco chamado Iaki de Aspiazu, que sempre estava à mão para ouvir confissões e fazer a extrema unção, diz que Che pessoalmente ordenou 700 execuções por fuzilamento durante esse período.  Já o jornalista cubano Luis Ortega, que conheceu Che ainda em 1954, escreveu em seu livro "Yo Soy El Che!" que o número real de pessoas que Guevara mandou fuzilar é de 1.892.

Em seu livro, Che Guevara: A Biography, o autor Daniel James escreve que o próprio Che admitiu ter ordenado "milhares" de execuções durante o primeiro ano do regime de Fidel Castro.  Felix Rodriguez, o agente cubano-americano da CIA que ajudou a caçar Che na Bolívia e que foi a última pessoa a interrogá-lo, diz que Che, em sua última conversação, admitiu "algumas milhares" de execuções.  Mas fez pouco caso delas, dizendo que todas as vítimas eram "espiões imperialistas e agentes da CIA".

"Eu não preciso de provas para executar um homem", gritou Che para um funcionário do judiciário cubano em 1959.  "Eu só preciso saber que é necessário executá-lo!"

As vítimas do regime fidelista, os "inimigos da revolução", foram uns dos mais empreendedores e valentes lutadores do século XX, junto com os Guerreiros da Liberdade Húngaros.  Eles lutaram valente e desesperadoramente, mesmo sabendo que praticamente não tinham chances.  Eles lutavam até a última bala; e, normalmente, lutavam até a morte.  No final, eram capturados, amordaçados e fuzilados por Che e seus seguidores.

Os poucos sobreviventes vivem hoje em lugares como Miami e Nova Jersey, e podem ser considerados os prisioneiros políticos mais longevos e sofridos da história moderna.  Porém, se você procurar sobre a história deles na grande mídia, sua empreitada será em vão.  Afinal, eles lutaram contra a fina flor do esquerdismo chique.  Sendo assim, o heroísmo deles não é considerado um drama politicamente correto.

Por outro lado, a revista Time, por exemplo, classificou honrosamente Che Guevara como uma das "100 Pessoas Mais Importantes do Século".  Não satisfeitos com tão incompleto louvor, também o colocaram na seção "Heróis e Ícones", ao lado de Anne Frank, Andrei Sakharov, Rosa Parks e Madre Teresa.  Daqui em diante, as ironias vão ficando mais ricas.

A mais popular versão da camiseta e do pôster de Che, por exemplo, ostenta o slogan "Lute Contra a Opressão" sob sua famosa face.  Essa é a face de um homem que fundou um regime que encarcerou mais de seu próprio povo do que Hitler e Stalin, e que declarou que "o individualismo deve desaparecer!".  Em 1959, com a ajuda dos agentes soviéticos da GRU, o homem celebrado naquela camiseta ajudou a fundar, treinar e a doutrinar a polícia secreta cubana.  "Sempre interrogue seus prisioneiros à noite", ordenava Che a seus capangas.  "A resistência de um homem é sempre menor à noite".  Hoje, um mural com o retrato de Che — o maior do mundo — adorna o Ministério do Interior, que é o quartel-general da KGB cubana — a polícia secreta treinada pela STASI.  Nada poderia ser mais apropriado.

O boxeador Mike Tyson costumava comemorar suas vitórias erguendo seus braços em triunfo.  Em 2002, ele visitou Cuba e tatuou uma enorme imagem de Che em seu torso.  Desde então, ele tem sido horrível e impiedosamente surrado em absolutamente todas as suas lutas, um processo que é uma mímica perfeita do histórico de combate de seu ídolo.  Que Mike Tyson aprenda: Che era de fato muito proficiente em castigar seus inimigos, milhares deles, mas somente após estes estarem devidamente amarrados, amordaçados e vendados — e creio que a Federação Nacional de Boxe não vai permitir isso.

Quando a intelligentsia e todo o beautiful people presente no Festival de Cinema de Sundance (que incluía variedades como Al Gore, Sharon Stone, Meryl Streep e Paris Hilton) explodiu numa extasiante ovação ao filmeDiários de Motocicleta, eles estavam aclamando um filme que glorificava um homem que havia encarcerado ou exilado os melhores escritores, poetas e cineastas independentes de Cuba, ao mesmo tempo em que transformava a imprensa e o cinema — tudo sob a mira de metralhadores tchecas — em agências de propaganda do regime stalinista.

O produtor executivo do filme, Robert Redford (que sempre inicia os festivais discursando longamente sobre a importância da liberdade artística), foi obrigado a exibir o filme para Fidel Castro e para a viúva de Che (que chefia o Centro de Estudos Che Guevara, em Cuba) antes de seu lançamento oficial, para ver se ambos aprovariam o resultado.  Até onde se sabe, não houve gritos e protestos de "censura!" e "vendido!" para Redford.

As tietes de Che são muitas e variadas.  Christopher Hitchens, por exemplo, se maravilha com a "indomável rebeldia" de Che e nos assegura em seu mesmo artigo no New York Times que "Che não era um hipócrita".  "1968 na verdade começou em 1967, com a morte de Che", reconta Hitchens.  "Sua morte significou muito pra mim, e para muitos como eu, na época.  Ele era um modelo para todos".

Johnny Depp gosta de ostentar o rosto de Che em seus pingentes, blusas e bandanas.  Tivesse ele nascido duas décadas antes em Cuba e tentasse ostentar esse estilo rebelde que lhe é peculiar, certamente teria sido enviado para um campo de concentração, onde seria obrigado a cavar fossos e túmulos — um sistema que foi criado pela primeira vez na América Latina exatamente pelo homem glorificado em seus adornos.

Já o célebre historiador Benicio Del Toro, que acaba de estrelar um filme no papel de seu herói, diz que "Che foi um daqueles caras que falavam e faziam.  Era coerente.  Sempre tem algo de cool em pessoas assim.  Quanto mais vou conhecendo Che, mais o respeito".

Aparentemente Del Toro se entusiasmou tanto com a imagem cool de Che que esqueceu-se de examinar seu histórico, como comprova esse constrangedor vídeo em que uma jornalista cubana radicada em Miami humilha Del Toro, expondo toda sua ignorância sobre o passado de Che.

Nenhuma pessoa em seu perfeito juízo vestiria uma camiseta estampando o rosto de Che.  E nenhuma pessoa decente toleraria essa camisa em seus arredores.  Porém, a gravura de Che Guevara é considerada a imagem mais reproduzida do século, embelezando desde camisetas e pôsteres, até biquínis e skates, passando por celulares e fraldas.  Hollywood o glorifica em grandes produções e a revista Time o celebra como um ícone da mesma grandeza de Madre Teresa.

Quem foi Che Guevara?

Mas como um sujeito horrendo, vazio, estúpido, sádico e epicamente idiota conseguiu um status tão icônico?

A resposta é que esse nômade psicótico e completamente inexpressivo chamado Ernesto Guevara teve a magnífica sorte de associar-se ao maior assessor de imprensa da história moderna, Fidel Castro, que por meio século sempre foi capaz de manter toda a imprensa mundial diligentemente à espera de diretivas, correndo para ele a cada chamado seu, como pombos treinados.  Caso Ernesto Guevara De La Serna y Lynch não tivesse se juntado a Raul e Fidel Castro na Cidade do México naquele fatídico verão de 1955; caso ele não tivesse se associado, um ano antes, a um exilado cubano na Guatemala chamado Nico Lopez, que mais tarde o apresentou a Raul e Fidel Castro na Cidade do México; tudo indica que Ernesto continuaria vivendo sua vida de viajante vagabundo, mendigando e molestando mulheres, dormindo em albergues inabitáveis e escrevendo poesia ilegível.

"Estou aqui nas montanhas de Cuba sedento por sangue", escreveu Che para a sua esposa abandonada em 1957.  "Querido pai, hoje descobri que realmente gosto de matar", escreveu logo depois.   O detalhe é que essa matança de que ele gostava muito raramente era feita em combate; o que ele gostava mesmo era de matar à queima-roupa homens e garotos amarrados e vendados.

"Quando você via aquele olhar extasiado em sua face, enquanto as vítimas eram amarradas aos postes e logo em seguido estouradas", disse a esse escritor um ex-prisioneiro político, "você percebia que havia algum distúrbio seriamente grave em Che Guevara".  De fato, a única façanha genuína na vida de Che Guevara foi o homicídio em massa de homens e garotos indefesos.  De sua própria arma, dezenas morreram.  Sob suas ordens, milhares foram aniquilados.  Em tudo o mais que fez, Che fracassou abismalmente, até hilariamente.  (Em um episódio cômico, durante a invasão da Baía dos Porcos, Che e seus homens estavam em um lugar completamente diferente da parte da ilha em que estava ocorrendo a ação.  Mesmo assim, alguns exilados cubanos mandaram em sua direção um pequeno barco carregado de fogos de artifício, uma mera tática de distração.  O despreparado Che, liderando seus homens para uma ofensiva contra um barco completamente vazio, conseguiu a façanha de atirar em si próprio, acertando sua mandíbula.  Deve ser um caso raro de um soldado que se fere sozinho com sua arma quando não há inimigo algum por perto...)

Seus escritos revelam um jovem severamente problemático.  "Minhas narinas se dilatam quando aprecio o odor acre da pólvora e do sangue.  Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos!  Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!"

O termo "ódio" era uma constante em seus escritos: "Ódio como um elemento de luta";  "um ódio que é intransigente"; "um ódio que é tão violento que impulsiona um ser humano para além de suas limitações naturais, fazendo dele uma violenta e fria máquina de matar."

Dentre suas perturbadas fantasias, a mais proeminente era a implementação de um reino continental stalinista.  Para atingir esse ideal, o jovem problemático almejava "milhões de vítimas atômicas".

O perturbado jovem argentino também era arredio e desprezava todos ao seu redor: "Não tenho casa, não tenho mulher, não tenho pai, não tenho mãe, não tenho irmãos.  Meus amigos só são amigos quando eles pensam ideologicamente como eu".

Felizmente para ele, quando ainda era um vagabundo na Cidade do México, teve a sorte de encontrar um homem cujo julgamento sobre a psique humana era extremamente perspicaz.  Este homem, um exilado cubano, diagnosticou corretamente a psicose do argentino e fez uma "intervenção" no momento certo, canalizando os talentos e anseios deste jovem problemático para fins considerados construtivos pela intelligentsia mundial: o estabelecimento do stalinismo.

Rapidamente o argentino se viu lucrativamente empregado em Cuba.  Seu intenso desejo por sangue foi amplamente satisfeito no extermínio de cubanos anticomunistas, uma espécie mamária que os iluminados de todo o mundo consideram uma peste insuportável.

De início, o perturbado jovem argentino assumiu o papel de principal executor dos homicídios em massa de cubanos indefesos, estraçalhando os crânios de suas vítimas — que jaziam convulsionadas no chão — com tiros de sua própria pistola.  Mas dado o aumento no volume de serviço, a tarefa acabou se tornando fatigante, o que fez com que o argentino designasse alguns capangas cubanos para o trabalho, facilitando dessa forma a matança em série.

Não que ele tenha se distanciado da carnificina.  Na realidade, ele se deliciava tanto com o processo que uma janela especial foi construída em seu escritório, permitindo que ele visse e se regozijasse com a orgia sangrenta no campo logo abaixo de sua janela.

Em um famoso discurso em 1961, Che denunciou o "espírito de rebeldia" como sendo algo "repreensível".  "A juventude deve abster-se de questionar de modo ingrato as ordens governamentais", ordenou Guevara.  "Em vez disso, ela deve se dedicar completamente aos estudos (marxistas), ao trabalho (para o governo) e ao serviço militar (para matar os desobedientes)".

E ai daqueles jovens "que ficarem acordados até tarde da noite e chegarem atrasados para o trabalho (forçado pelo governo)".  Os jovens, escreveu Guevara, "devem aprender a pensar e a agir como uma massa única".  "Aqueles que escolherem o próprio caminho" (como deixar o cabelo crescer e ouvir música imperialista ianque) serão denunciados como "dejetos" e "delinquentes".  Em seu famoso discurso, Che Guevara até mesmo jurou "fazer com que o individualismo desapareça de Cuba!  É criminoso pensar como indivíduos!"

Dezenas de milhares de jovens cubanos aprenderam que as ameaças de Che Guevara eram mais do que mera linguagem bombástica.  Centenas de soviéticos da KGB e "consultores" da STASI da Alemanha Oriental, que inundaram Cuba no início da década de 1960, encontraram em Guevara um acólito extremamente zeloso.  Já em meados dos anos 60, o crime de se parecer com um "roqueiro" ou ter um comportamento efeminado fez com que a polícia secreta cubana retirasse das ruas e parques de Cuba milhares de jovens e os jogassem em campos de concentração que tinham os dizeres "O Trabalho Fará de Você um Homem" em seu portão principal, bem como homens com metralhadoras localizados estrategicamente em torres de observação.  As iniciais desses campos eram UMAP, mas eles em nada diferiam de um GULAG.

Cuba antes da revolução

O mito popular é que Cuba era um país com uma economia desintegrada e que Fidel melhorou a vida dos cubanos.  Será?

Nos meses seguintes à revolução cubana, por exemplo, o economista tcheco Radoslav Selucky visitou Cuba e tomou um susto:  "Pensávamos que Cuba fosse um país subdesenvolvido que tivesse apenas algumas refinarias de açúcar!", escreveu quando voltou a Praga.  "Mas não!  Quase 25% da força de trabalho de Cuba estava empregada na indústria, onde os salários eram iguais aos salários pagos nos EUA!"

Agora, eis as palavras do próprio Che Guevara em 1961, após retornar a Cuba, junto com seus subordinados, de uma longa viagem ao Leste Europeu: "Não podemos dizer que só vimos maravilhas naqueles países", admitiu Che.  (Considerando-se a natural propensão do povo cubano para o sarcasmo, é provável que Che tenha dito isso em resposta às zombarias e risadas de seus subalternos, que possivelmente ridicularizaram as — para eles — patéticas condições socioeconômicas das principais capitais do Leste Europeu — as quais Cuba deveria emular!)

"É natural que, para um cubano do século XX, acostumado a todos os luxos que o imperialismo lhe deu", escreveu Che Guevara, "muito do que ele viu (no Leste Europeu) parecesse-lhe algo típico de países subdesenvolvidos".

Mas não se intimide!  Logo após se tornar ministro da economia de Cuba, Guevara já tinha planejado como tirar aquele sorriso de escárnio do rosto dos cubanos.

Como o Czar da economia cubana, Che transformou uma nação que tinha uma renda per capita maior do que metade dos países da Europa, a menor taxa de inflação do Ocidente, uma classe média maior que a da Suíça, um enorme fluxo de imigrantes e cujos trabalhadores desfrutavam a oitava maior taxa salarial do mundo, em uma nação que causa repúdio até nos haitianos.  E isso mesmo após receberem abundantes subsídios dos soviéticos, cujo total foi igual a dez Planos Marshall (isso para uma nação de apenas 6,4 milhões de habitantes) — um feito econômico que desafia não somente as leis econômicas mas que também parece desafiar a física.  Se tem uma coisa com que os exilados cubanos concordam inteiramente com Fidel e Che é que eles são ícones do Terceiro Mundo.  Afinal, ambos certamente conseguiram o feito aparentemente impossível de converter Cuba em uma nação do Terceiro Mundo.

Utilizemos agora um estudo da ONU (ninguém menos!) sobre Cuba, de 1958.  "Cuba possui uma enorme vantagem em sua integração nacional — em comparação aos outros países da América Latina — por causa de sua enorme e homogênea base de imigrantes espanhóis brancos.  A pequena população negra de Cuba também é culturalmente integrada.  Aqueles modos de produção feudal que existem no resto da América Latina não existem em Cuba.  Ocamponês cubano não se parece com o camponês do resto da América Latina, que está preso à terra, é tradicionalista e se opõe às inovações que o levariam a uma economia de mercado.  O camponês cubano, em todos os aspectos, é um homem moderno.  Ele possui um nível educacional e uma familiaridade com métodos modernos que não é vista no resto da América Latina".

Outra verdade escondida: "os trabalhadores pobres" não tiveram participação alguma na Revolução Cubana.  A rebelião anti-Batista foi liderada e composta predominantemente por membros da classe média cubana, principalmente da classe média alta.  Em agosto de 1957, o movimento rebelde liderado por Fidel organizou uma "Greve Nacional" contra a ditadura de Batista — e ameaçou matar os trabalhadores que aparecessem para trabalhar.  A "Greve Nacional" foi completamente ignorada.

Outra greve foi organizada para o dia 9 de abril de 1958.  E novamente os trabalhadores cubanos ignoraram solenemente seus "libertadores", comparecendo em massa para trabalhar.

Eis um outro relatório, agora da UNESCO, sobre Cuba, em 1957: "Uma característica da estrutura social de Cuba é sua grande classe média", começa o relatório.  "Os trabalhadores cubanos são mais sindicalizados (proporcionalmente à sua população) do que os trabalhadores americanos.  O salário médio para uma jornada de 8 horas diárias em Cuba em 1957 é maior do que para os trabalhadores da Bélgica, Dinamarca, França e Alemanha.  A mão-de-obra cubana recebe 66,6% da renda interna bruta.  Nos EUA, esse valor é de 70% e na Suíça, 64%.  44% dos cubanos são atendidos pela legislação social, uma porcentagem maior que a dos EUA."

Em 1958, Cuba tinha uma renda per capita maior que a da Áustria e do Japão.  Os trabalhadores da indústria cubana recebiam o oitavo maior salário do mundo.  Na década de 50, os estivadores cubanos ganhavam mais por hora do que seus equivalentes em Nova Orleans e em São Francisco.  Cuba já havia estabelecido a jornada de 8 horas diárias em 1933 — cinco anos antes de Roosevelt e seu New Deal imporem a mesma regra.  E mais: um mês de férias pagas.  As tão aclamadas (pela esquerda) socialdemocracias da Europa só conseguiram implementar esse sistema 30 anos depois.

A mortalidade infantil em 1958 era a 13ª mais baixa — não da América Latina ou do Ocidente, mas do mundo.  O analfabetismo já estava quase erradicado.  Cuba era o país que mais gastava (23% do orçamento) com educação pública em toda a América Latina.  Mais ainda: os cubanos não eram apenas alfabetizados; eram também cultos.  Podiam ler George Orwell e Thomas Jefferson, bem como a arrebatadora sabedoria e cintilante prosa de Che Guevara.

A rebelião anti-Batista (e não revolução), como dito, estava apinhada de universitários e profissionais liberais.  Advogados desempregados abundavam (Fidel Castro, por exemplo).  Observe a composição do primeiro gabinete da "revolução camponesa", composta pelos líderes do movimento anti-Batista: 7 advogados, 2 professores universitários, 3 estudantes universitários, 1 médico, 1 engenheiro, 1 arquiteto, 1 ex-prefeito e coronel que desertou do exército de Batista.  Um grupo notoriamente "burguês", como poderia dizer Che.

Já em 1961, entretanto, operários e campesinos formavam a grande maioria dos rebeldes anti-Castro, principalmente as guerrilhas das montanhas Escambray.  Quem é que já ouviu falar de camponeses pobres lutando contra seus benfeitores Fidel e Che?

Antes de Castro tomar o poder, Cuba recebia mais imigrantes (principalmente da Europa) em proporção à sua população do que os EUA.  E mais americanos vivam em Cuba do que cubanos viviam nos EUA.  Ademais, naquela época, pneus, barris e caixas de isopor eram apenas isso, e não itens estimados no mercado negro para serem utilizados como dispositivos de flutuação marítima, sujeitando seus usuários — ingratos que fogem de seus libertadores — a tubarões e intempéries da natureza.

Em 1958, Cuba passava por uma rebelião, não uma revolução.  Os cubanos queriam mudanças políticas e não um cataclisma socioeconômico.

É uma questão de história o fato de que em janeiro de 1959 os EUA deram seu reconhecimento diplomático ao regime de Fidel/Che mais rapidamente do que reconheceram o de Batista em 1952.  Os arquivos do Departamento de Estado americano também mostram que os EUA impuseram um embargo de armas ao governo Batista e se recusaram a enviar armas pelas quais o governo cubano já havia pagado.  Os arquivos oficiais também documentam que o embaixador americano Earl T. Smith avisou pessoalmente Batista que ele não mais tinha o apoio do governo americano, que recomendava fortemente que ele deixasse Cuba.  Batista teve seu asilo político negado nos EUA.

Em 2001, em uma visita a Havana para uma conferência com Fidel Castro, Roberto Reynolds, o agente da CIA para o Caribe, responsável pelo gerenciamento da Revolução Cubana entre 1957 e 1960, declarou orgulhosamente que "Eu e toda a minha equipe éramos fidelistas".

Robert Weicha, ex-agente da CIA lotado em Santiago de Cuba declarou que "Todos na CIA e todos no Departamento de Estado eram pró-Castro, exceto o embaixador Earl Smith."

Não obstante, você aprendeu em seus livros de história que "Che Guevara ajudou a derrubar o ditador cubano Fulgencio Batista, que era apoiado pelos EUA".

A Cuba de Fidel

A influência que Fidel Castro exerce sobre a intelligentsia só pode ser descrita como mágica, o que torna qualquer avaliação pública de seu regime por esses iluminados completamente despida de lógica.  A saber:

Ele encarcerou e torturou a uma taxa maior do que Stalin e se recusa (diferentemente da África do Sul do apartheid, do Chile de Pinochet e da Nicarágua de Somoza) a permitir que a Anistia Internacional ou a Cruz Vermelha inspecionem suas prisões.  Não obstante, Cuba ocupou a cadeira do Comitê de Direitos Humanos da ONU, e quando de sua visita a Nova York como o palestrante principal em 1995, a revista Newsweek aclamou Castro como "O Ticket Mais Quente de Manhattan", e a Time disse que ele era "A Celebridade de Manhattan", em referência ao enxame de pessoas da alta sociedade que o rodeavam e bajulavam pedindo autógrafos.

Sua constituição ordena 2 anos de prisão para qualquer um que seja ouvido fazendo uma piada qualquer sobre ele.  Não obstante, Jack Nicholson e Chevy Chase constantemente cantam-lhe glórias.

Ele aboliu o habeas corpus e o seu principal executor (o próprio Che Guevara) declarou que "evidências jurídicas são um arcaico detalhe burguês".  Não obstante, a Escola de Direito de Harvard convidou-o como palestrante de honra e constrangedoramente irrompia em aplausos estrepitosos e ovações tumultuadas a cada três frases dele.

Ele expulsou uma maior porcentagem de judeus de Cuba do que o Czar Nicolau da Rússia.  Entretanto, o fundador da Shoah Foundation, Steven Spielberg, considera o jantar que teve com Fidel "as oito horas mais importantes da minha vida".

Ele é o filho de um soldado europeu, branco como o lírio, que forçosamente derrubou um governo cubano em que negros ocupavam os cargos de presidente do Senado, ministro da Agricultura, ministro do Exército e Chefe de Estado (Fulgencio Batista, neto de escravos, nasceu em uma choupana com teto de palmeira).  Ele encarcerou um prisioneiro político negro pelo período mais longo da história moderna (Eusebio Penalver, que sofreu mais tempo na masmorra de Castro do que Nelson Mandela sofreu nas masmorras da África do Sul).  Hoje, de toda a população presa na Cuba stalinista/apartheidiana, 90% é composta por negros, ao passo que apenas 9% dos integrantes do partido stalinista dominante são negros.  Ele sentenciou outros negros (Dr. Elias Biscet, Jorge Antunez) a 20 anos de prisão apenas por terem citado frases de Martin Luther King em praça pública.  Não obstante, é tido como herói por negros como Danny Glover, Jesse Jackson e Charles Rangel, que não hesitam em dar-lhes fortes abraços.

Apesar de ter transformado uma nação que tinha uma renda per capita maior do que metade dos países da Europa, a menor taxa de inflação do Ocidente, uma classe média maior que a da Suíça e um enorme influxo de imigrantes em uma nação que causa repúdio até nos haitianos, Colin Powell e o London Times reconhecem "as conquistas sociais da revolução fidelista".

Hoje, trata-se de um regime que prende qualquer um que tente viajar de uma província de Cuba a outra sem os devidos "papeis" fornecidos pelo estado policial, e que metralha qualquer um que tentar sair do país.

Os feitos de Che

Ernesto "Che" Guevara era o vice-comandante, o carrasco-chefe e o principal contato da KGB em um regime que proibiu eleições e aboliu a propriedade privada.  A polícia desse regime, supervisionada pela KGB e empregando a tática da "visita da meia-noite" e do "ataque pela manhã", capturou e enjaulou mais prisioneiros políticos em proporção à população do que Stalin e executou mais pessoas (em uma população de apenas 6,4 milhões) em seus primeiros 3 anos no poder do que Hitler (que comandava uma população de 70 milhões) em seus primeiros 6 anos.

O regime que Che Guevara ajudou a fundar confiscou a poupança e a propriedade de 6,4 milhões de cidadãos e tornou refugiada 20% da população de uma nação até então inundada de imigrantes e cujos cidadãos haviam atingido um padrão de vida maior do que o padrão daqueles que residiam em metade da Europa.  O regime de Che Guevara também destroçou — por meio de execuções, encarceramentos, expropriação em massa e exílio — virtualmente cada família da ilha cubana.  Muitos oponentes do regime podem ser classificados como os prisioneiros políticos mais longevos da história moderna, tendo sofrido no Gulag guevarista — campos de concentração, trabalhos forçados e câmaras de tortura — durante um período de tempo três vezes maior do que Alexander Solzhenitsyn sofreu no Gulag stalinista.

Com apenas uma semana no poder, Che já havia abolido o habeas corpus.  Além de afirmar que evidências judiciais eram detalhes burgueses arcaicos, ele complementava garbosamente dizendo que "executamos por convicção revolucionária!".  Edwin Tetlow, correspondente do Daily Telegraph londrino em Havana, relatou sobre um "julgamento" em massa orquestrado por Che em que as sentenças de morte já estavam postadas em um quadro antes do julgamento começar.

Ele assinava seu nome como "Stalin II", professava que "as soluções para o mundo estão atrás da Cortina de Ferro", e dizia confiantemente que "se os mísseis nucleares tivessem permanecido em Cuba, teríamos disparado contra o coração dos EUA, incluindo Nova York".  Ele também afirmava que pela vitória do socialismo era válido ter "milhões de vítimas atômicas".

Imediatamente após marchar vitorioso em Havana, Guevara saqueou e depois se mudou para aquela que provavelmente era a mais luxuosa mansão de Cuba.  O proprietário dela havia conseguido fugir do país após ser caçado por um pelotão de fuzilamento, e o repórter que escreveu sobre a nova casa de Che em um jornal cubano foi ameaçado de morte por fuzilamento.  Um ano depois, milhares de cubanos foram mandados para campos de trabalho forçado sob ordens de Che, tudo baseado em seu desejo de moldar "um novo homem".

Comemorou efusivamente a invasão soviética e o consequente massacre de milhões de húngaros que resistiram ao imperialismo russo.  De acordo com Guevara, aqueles húngaros que lutavam pela liberdade e resistiam à escravidão eram todos "fascistas e agentes da CIA".

Apesar de seus fãs dizerem pomposamente que ele foi um médico formado, ninguém até hoje, após inúmeras tentativas, conseguiu localizar qualquer histórico sobre seu diploma de medicina.  Logo após ser capturado na Bolívia, Che admitiu para o comandante da operação, o Capitão Gary Prado, que ele não era médico, mas tinha "algum conhecimento de medicina".

Dois heróis

Zoila Aguila

Em sua campanha de realocação e concentração de prisioneiros — que apequenava tudo que os britânicos fizeram aos Bôeres — os garbosos comunistas saquearam centenas de milhares de cubanos, despojando-os de suas casas e agrupando-os em campos de concentração no lado oposto de Cuba.  Tive a oportunidade de entrevistar várias dessas famílias "realocadas".

Uma dessas cubanas, esposa de um trabalhador rural, recusou-se a ser realocada.  Após seu marido, filhos e sobrinhos terem sido todos assassinados pelo Galante Che e seus capangas, ela conseguiu apoderar-se de uma submetralhadora e de um pente de balas e se refugiou nas montanhas.  Ela acabou se tornando uma rebelde.  Os cubanos a conhecem como La Niña Del Escambray.

Ela passou um ano embrenhada nas montanhas, fugindo dos comunistas que varreram todas as localidades à sua procura.  Até que um dia seu suprimento de munição acabou e os vermelhos a capturaram.  Espantosamente, ela não foi executada (Che deve ter tirado um dia de folga), porém, durante anos, La Niña sofreu horrivelmente nas masmorras de Fidel (você pode ler as descrições das torturas aqui).  Após ser solta, refugiou-se em Miami (na década de 60 ainda se podia sair de Cuba).

Você acha que tal história é louvada por Oprah Winfrey?  Acha que Hollywood está interessada em narrá-la, tendo Susan Sarandon no papel principal?  Pense bem: temos aqui um dos temas favoritos dos produtores de Hollywood e das feministas em geral: a mulher brava e lutadora.  Dificilmente uma mulher pode ser mais aguerrida do que Zoila Aguila, seu nome verdadeiro.  Se ela tivesse lutado contra, digamos, Pinochet ou Somoza, certamente Hollywood e os editores de livros estariam dedicando toda atenção a ela.  Mas como ela lutou contra os garotos mais fotogênicos e queridos da esquerda, naturalmente ninguém nunca ouviu falar dela.

Tony Flores

Após chegar a Havana em janeiro de 1959, Che Guevara imediatamente percebeu que o fosso ao redor da fortaleza La Cabaña era uma cova perfeita para jogar seus executados.  Em Babi-Yar, em Kiev, a SS de Hitler teve de cavar suas fossas.  Em La Cabaña, Che Guevara havia encontrado uma já pronta.

Em 1961, um garoto de 20 anos chamado Tony Chao Flores, utilizando muletas e mancando pesadamente, chegou ao local onde seria executado.  Ele já havia tomado 17 tiros de metralhadoras tchecas quando os capangas de Fidel e Che o capturaram.  No caminho para esse seu local de execução, que ficava na velha fortaleza espanhola transformada em prisão e em centro de execução por Che Guevara, Tony foi forçado a descer mancando, sem quaisquer condições físicas e utilizando apenas muletas, uma longa escada feita de pedras esquadradas.  Tony tropeçou, caiu e foi rolando a longa escadaria, até finalmente chegar ao chão, debatendo-se e gritando de dor.  Uma das pernas de Tony, completamente baleada por metralhadoras, havia sido amputada, e a outra estava gangrenada e coberta de pus.  Os guardas fidelistas, gargalhando, foram na direção de Tony para amordaçá-lo para que ele parasse de gritar.

Enquanto eles se aproximavam, Tony cerrou o punho de sua única mão que ainda estava boa.  Quando o primeiro vermelho se aproximou dele — BASH! — Tony deu-lhe um soco bem no olho.

"Nunca consegui entender como Tony conseguiu sobreviver àquela surra", disse Hiram Gonzalez, testemunha e ex-prisioneiro político, que observou toda a cena de sua cela na prisão de La Cabaña. O aleijado Tony quase foi morto no espancamento que se originou a seguir, que envolveu chutes, socos e golpes de arma.  Até que finalmente seus agressores se levantaram ofegantes, esfregando seus arranhões e machucados.  Eles haviam conseguido amordaçar a boca do garoto, mas Tony conseguiu empurrar os guardas antes que eles conseguissem amarrar suas mãos.  O comandante Guevara ordenou que seus capangas se mantivessem afastados de Tony, ainda no chão e com a boca amordaçada.

Tony começou a rastejar em direção ao já estilhaçado e ensanguentado poste de execução, que estava a uns 45 metros de distância.  Ele foi se arrastando lentamente utilizando suas mãos, enquanto o toco do que restou da sua perna ia deixando um rastro de sangue na grama.  Quando chegou perto do poste, ele parou, virou-se para seus executores e começou a bater no próprio peito.  Os capangas ficaram perplexos.  O garoto aleijado estava tentando dizer alguma coisa.  Mas sua mensagem estava abafada pela mordaça que o ídolo de Benicio Del Toro havia tornado obrigatória para suas milhares de vítimas.

A expressão de dor e os olhos brilhantes de Tony diziam tudo.  Mas ninguém conseguia entender os murmúrios do garoto.  Tony continuava batendo no peito, fechando seus olhos com força por causa da dor intensa oriunda de seu esforço.  Seus executores ficaram nervosos, sem saber o que fazer.  Levantaram e abaixaram seus rifles seguidas vezes.  Olharam para seu comandante, que deu de ombros.  Finalmente Tony levou a mão à sua face e arrancou a mordaça que o garoto propaganda de Del Toro havia mandado pôr nele.

A voz do guerreiro de 20 anos saiu num grito forte: "Atire BEM AQUI!", urrou Tony para seus boquiabertos carrascos.  Sua voz foi um estrondo e sua cabeça se inclinou para trás como consequência do esforço.  "Bem aqui no PEITO!", gritou Tony.  "Como um HOMEM!"  Tony rasgou sua blusa, bateu em seu peito e com uma forte expressão de dor gritou para seus embasbacados executores: "Bem AQUI!".

Em seu último dia de vida, quando estava na prisão, Tony recebeu uma carta de sua mãe: "Meu querido filho, quantas vezes havia lhe falado para não se envolver com essas coisas... Mas eu sabia que minhas súplicas eramem vão.  Você sempre lutou por sua liberdade, Tony, mesmo quando ainda era uma criança.  Portanto eu sabia que você jamais toleraria o comunismo.  Castro e Che enfim pegaram você.  Meu filho, amo você do fundo do meu coração.  Minha vida agora está em pedaços e nunca mais será a mesma.  A única coisa que resta agora, Tony... é morrer como um homem".

"FUEGO!!!", gritou Che.  As balas despedaçaram o corpo mutilado de Tony, logo após ele ter chegado ao poste, se erguido por conta própria e encarado resolutamente seus assassinos.  Mas o pelotão de fuzilamento de Che estava acostumado a matar pessoas que estavam de pé.  Por estar sem uma perna, Tony era um alvo mais difícil.  Assim, boa parte da saraivada de balas não acertou o jovem.  Ainda vivo, era a hora do golpe de misericórdia.

Normalmente, um projétil de .45 é suficiente para esmagar um crânio.  De acordo com testemunhas, três foram despejadas no crânio de Tony.  Parece que a mão do carrasco estava tremendo muito.  Mas finalmente conseguiram matá-lo.  O homem que a revista Time aclama como sendo um dos "heróis e ícones do Século" adicionava mais uma vítima à sua coleção.  Mais um inimigo despachado — amarrado e amordaçado, como de costume.

Fidel e Che tinham por volta de 35 anos quando mataram Tony.  De acordo com o Livro Negro do Comunismo, seu pelotão de fuzilamento matou outros 14.000 guerreiros da liberdade, todos devidamente amarrados e amordaçados.  Muitos (talvez a maioria) de suas vítimas eram jovens por volta de 20 anos.  Alguns eram ainda mais novos.

O fim de Che

Durante todo esse processo, o argentino estava ajudando seu mentor cubano a estabelecer um controle feudal e pessoal que se comprovaria bastante duradouro.  Porém, o que pouco se comenta é que a utilidade do argentino para seu mentor não era absolutamente nada duradoura — e logo seu "martírio" passou a ser habilmente planejado.

Pena que Del Toro e Steven Sorderbergh, diretor de seu novo filme Che — O Argentino, não tenham entrevistado os ex-funcionários da CIA que revelaram a esse escritor como o próprio Fidel Castro, por meio do Partido Comunista Boliviano, constantemente informava a CIA sobre os paradeiros de Che na Bolívia.  As diretivas de Fidel para os comunistas bolivianos em relação a Che e seu bando eram claras. "Nem mesmo uma aspirina", instruiu o líder máximo de Cuba a seus camaradas bolivianos, o que significa que os comunistas da Bolívia estavam proibidos de auxiliar Che de qualquer forma — "nem mesmo com uma aspirina", caso Che reclamasse alguma dor de cabeça.

Ainda antes da Revolução, quando estavam em um barco decrépito navegando nas águas turbulentas que ligam Yucatán até a província Oriente, em Cuba, um dos rebeldes encontrou Che caído inconsciente na cabine do barco.  Ele correu para avisar o Comandante: "Fidel, parece que Che está morto!"

"Bom, se ele está morto", respondeu Castro, "então joguem-no ao mar".  Na verdade, Guevara estava sofrendo dos efeitos combinados de um enjôo marítimo e um ataque de asma.  Che nunca foi considerado um membro inestimável por Fidel.

Mais do que sua crueldade, megalomania e estupidez épica, o que mais distinguia Ernesto "Che" Guevara de seus companheiros era sua manhosa covardia.  Suas tietes podem ficar zangadas o quanto quiserem, bater a porta do quarto, cair na cama, espernear e chorar abraçadinhas com o travesseiro, mas o fato é que Che se entregou voluntariamente ao exército boliviano e a uma distância segura.  Foi capturado em ótimas condições físicas e com sua arma completamente carregada.

Um dia antes de sua morte na Bolívia, Che Guevara, pela primeira vez em sua vida, finalmente enfrentou algo que podia ser adequadamente chamado de combate.  Então ele ordenou a seus guerrilheiros que não cedessem um milímetro, que lutassem até o último suspiro e até a última bala.

Com seus homens fazendo exatamente o que ele ordenou (lutando e morrendo até a última bala), um Che ligeiramente ferido evadiu-se do tiroteio e se entregou com um pente cheio de balas em sua pistola, enquanto choramingava manhosamente para seus capturadores: "Não atirem! Sou Che! Valho mais para vocês vivo do que morto!"

E então ele rebaixou-se desavergonhadamente, tentando desesperadamente se engraçar: "Qual é o seu nome, meu jovem?", perguntou Che a um de seus capturadores. "Ora, mas que nome bonito para um soldado boliviano!"

E mais tarde: "E então, o que eles vão fazer comigo?", perguntou Che ao capitão boliviano Gary Prado.  "Não creio que irão me matar.  Certamente sou muito mais valioso vivo...  E o senhor, capitão Prado", adulou Che, "o senhor é uma pessoa muito especial... Andei conversando com alguns de seus homens.  Todos lhe têm em alta estima, capitão!  E não se preocupe, tudo isso aqui acabou.  Nós fracassamos."  E então, para adular ainda mais, "seu exército nos perseguiu muito obstinadamente ... agora, será que o senhor por favor poderia descobrir o que eles planejam fazer comigo?"

O prazer que Che Guevara tinha em matar cubanos só era possível porque esses cubanos estavam completamente indefesos no momento.  Amarrados e vendados, de preferência.  E dessa forma eles eram alinhados de frente para o pelotão de fuzilamento e executados.  Porém, quando o cenário se alterou e as armas de fogo estavam em posse de outros, o argentino tremeu de medo.

Compare a morte de Tony Chao Flores — "Atire bem aqui! Como um homem!" — com a captura de Guevara:  "Não atirem! Sou Che! Valho mais para vocês vivo do que morto!"

E então pergunte a si próprio: quem deveria ter sua face exposta em camisetas vestidas por jovens que gostam de fantasiar, se imaginarem rebeldes, bravos e adoradores da liberdade?  Quem merece um filme de Hollywood?